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A "Acne" Pode Ser Combatida com a Ingestão de Probióticos

As bactérias do bem encontradas em iogurtes e leites fermentados vêm sendo testadas como uma alternativa para enfrentar as famigeradas espinhas.

Não é de hoje que se desconfia da capacidade de os probióticos livrarem nossa pele de espinhas. Essa história começou em 1930, quando dois dermatologistas americanos, John Stokes e Donald Pillsbury, notaram que a microbiota intestinal - o conjunto de bactérias que habitam parte do sistema digestivo - e a saúde da derme estão intimamente entrelaçadas.

A partir daí, sugeriram que povoar o intestino com bichinhos do bem poderia afastar problemas no tecido cutâneo.

Em 1961, foi realizado o primeiro estudo formal sobre esse assunto no Union Memorial Hospital de Baltimore, nos Estados Unidos. Na ocasião, 300 indivíduos com acne tomaram suplementos recheados de probióticos e apresentaram 80% de melhora na aparência da superfície corporal.

"De lá pra cá, a tendência em analisar o papel da flora intestinal sobre a pele cresceu bastante", conta a dermatologista Denise Steiner, coordenadora científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Trabalhos recentes conduzidos em paralelo na Rússia e na Itália, por exemplo, mostram que esses benfeitores microscópicos incrementam a eficácia do tratamento e aceleram o desaparecimento da lesões.

Outra pesquisa, esta publicada no periódico americano Nutrition, revelou que os participantes que ingeriram leite fermentado por 12 semanas produziram menos sebo e, por tabela, tiveram menos erupções cutâneas.

Tantas evidências fizeram com que o assunto se tornasse tema de destaque no último encontro da Academia Americana de Dermatologia, o evento mais importante da área, que aconteceu em março deste ano na cidade de São Francisco, na Califórnia.

Entre as vantagens apontadas pelos especialistas está o fato de que as fontes de probióticos oferecem pouquíssimos efeitos colaterais - principalmente se as compararmos com a isotretinoína, droga empregada em casos graves de acne que deixa a pele e as mucosas extremamente secas, além de alterar o colesterol.

Uma notícia e tanto para os 70 a 90% de jovens que sofrem com as espinhas e para vários adultos que ainda carregam essas marcas da adolescência.

"A princípio, a ideia seria utilizar os probióticos em parceria com os tratamentos convencionais", já adianta a dermatologista Flávia Addor, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Bactérias em creme

O potencial da aplicação tópica dos probióticos contra a acne também vem sendo avaliado pelos estudiosos. Contudo, é cedo para ir à farmácia atrás do seu pote.

"Até agora não há uma tecnologia que possibilite que os microorganismos sobrevivam em uma fórmula, porque os conservantes os matam emm pouco tempo", afirma Flávia Addor, da BBCD.

"Por isso, os cientistas estão verificando a eficiência de subprodutos das bactérias, mas ainda não há nada comprovado", completa.

Fonte: Revista "Saúde é Vital" - junho 2015



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