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O Que as Bebidas Energéticas, como o Red Bull, podem fazer no seu Corpo 24 Horas Após serem Ingeridas?

Recentemente, um infográfico ganhou as redes sociais falando sobre os efeitos das bebidas energéticas, como o Red Bull, na saúde das pessoas em um prazo de 24 horas.

A imagem revela o impacto da cafeína e seus possíveis efeitos colaterais. Apesar de os energéticos, de fato, não serem tão saudáveis, é preciso contestar algumas das informações presentes na imagem.

O infográfico afirma que a cafeína leva cerca de 10 minutos para entrar na corrente sanguínea, aumentando a pressão arterial. Porém, de acordo com a Associação Dietética Britânica, os efeitos de uma dose de cafeína podem não ser tão rápidos. Chloe Miles, porta-voz da Associação Dietética Britânica, explica que, “de acordo com a Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva, os níveis consideráveis de cafeína começam a aparecer na corrente sanguínea dentro de 15 a 45 minutos após o consumo”. Porém, de fato, a frequência cardíaca aumenta.

O infográfico diz que, de 15 a 45 minutos, a cafeína entra na corrente sanguínea, estimulando a concentração e o estado de alerta. Novamente, a Associação Dietética Britânica diz: “As concentrações máximas são normalmente encontradas cerca de uma hora após a ingestão, o que significa que é improvável que realmente sintam-se os efeitos dentro de 15 minutos”.

Continuando com a contagem do tempo, a imagem sugere que, entre 5 e 6 horas após a ingestão, o corpo começa a reduzir o teor da cafeína em 50%, com a quantidade sendo dobrada em mulheres.

Porém, a meia-vida da cafeína pode durar até 10 horas, o que significa que beber uma lata no meio da tarde poderia mantê-lo acordado a noite toda, de acordo com os dados da Associação Dietética Britânica.

Por último, a imagem diz que entre 12 e 24 horas é possível sentir dores de cabeça, irritabilidade e sinais de resfriado, por abstinência da cafeína.

"Abstinência de cafeína pode variar entre as pessoas,assim como o período de tempo de incidência", diz Emma, da Associação Dietética Britânica. "Depende de uma série de fatores, incluindo o tempo de consumo e a quantidade ingerida”.

De acordo com ela, os sintomas de dores de cabeça e irritabilidade são comuns durante a retirada da cafeína. "Um indivíduo sedentário, por exemplo, é suscetível a ter uma resposta diferente em comparação a um atleta condicionado ou uma pessoa fisicamente ativa”, acrescentou.

Portanto, apesar de o infográfico estar certo ao afirmar que o açúcar e as calorias representam um grande risco à saúde de consumidores ativos, outras informações, como problemas de estômago, desidratação e diminuição do ritmo cardíaco, podem ser alarmistas e fora de proporção.

Emma diz: "As bebidas energéticas, de fato, são ricas em açúcar e calorias, o que pode, muitas vezes, contribuir para o ganho de peso indesejado. Porém, vários estudos não conseguiram demonstrar qualquer mudança na taxa de sudorese, perda total de água ou variação negativa no saldo líquido que contribuiria para a desidratação por cafeína”.

De acordo com ela, ainda há mais alguns efeitos colaterais ignorados pelo infográfico. “O Comitê Científico de Alimentação Humana (CCAH) considerou os efeitos da ingestão de cafeína em 1999 e 2003 e observou que uma dose de cafeína de 5 mg por quilograma de peso corporal pode resultar em mudanças comportamentais transitórias, tais como aumento da excitação, irritabilidade, nervosismo ou ansiedade, em algumas pessoas, particularmente se elas não forem consumidores habituais de cafeína”, completou a especialista.

Para Emma, o grande perigo das bebidas energéticas está no consumo irresponsável, principalmente feito por crianças, que são mais sensíveis aos efeitos. “O açúcar nessas bebidas também possui impactos sobre a saúde dental.

Há, ainda, o fato de que a prática da mistura de energéticos com álcool é um problema crescente, com 71% dos jovens adultos (18-29 anos de idade) consumindo bebidas energéticas, misturando-as com álcool (de acordo com relatório de 2014 da OMS). Há um aumento da investigação sobre essas bebidas e comportamentos de alto risco”, concluiu.

A Associação Dietética Britânica relata que os efeitos adversos à saúde devido ao consumo de bebidas energéticas com álcool têm aumentado e podem representar um problema de saúde pública no futuro. Por isso, é importante que os dados sejam sempre divulgados de forma correta e esclarecedora.

Fonte: Jornal Ciência

Metro



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