O perigo senta ao lado! Seu sofá pode causar-lhe câncer de tireoide. Entenda o motivo!

Um sofá aconchegante, um colchão confortável, uma poltrona estilosa... A busca pelo conforto no lar é uma preocupação recorrente para grande parte das pessoas. A cada dia nos deparamos com novos produtos desenvolvidos para suprir essa preocupação e satisfazer os interesses do consumidor. No entanto, nem sempre o conforto fornecido pelo produto adquirido é seguro para a saúde e para o meio ambiente, podendo trazer uma série de malefícios à saúde.

Os produtos químicos tóxicos usados em sofás e colchões à prova de fogo podem aumentar a chance de câncer de tireoide, alertam especialistas. Embora seu uso tenha sido amplamente restringido, cientistas comprovam que isso não é suficiente!

Depois de analisar a poeira doméstica e tirar amostras de sangue de pessoas com câncer de tireoide, os cientistas da Duke University descobriram que os pacientes tinham uma alta exposição a retardantes de chamas chamados éteres de difenil polibromados (PBDEs).

Eles foram proibidos em 2004, mas ainda estão nas casas de pessoas com móveis comprados antes disso. Os pacientes com câncer também tinham níveis mais elevados de TCEP, um retardante de chama banido há 16 anos. Ambos os químicos estão ligados ao câncer porque interferem com os hormônios.

Onde há fumaça...

Os retardantes de chama são aplicados na superfície de móveis como sofás, colchões, estofados em geral e até mesmo em pijamas de crianças. E a toxicidade deles tem estado presente em diversas discussões.

O grande problema é que os retardantes de chamas mais prejudiciais à saúde, como os compostos halogenados e os bromados, são também os mais comercializados, pois sua produção é mais barata.

Cientes dessa questão, os produtores James Redford e Kirby Walker se engajaram em investigar a história de manipulação industrial que permitiu com que esses compostos nocivos entrassem sem ser convidados na casa das pessoas, provocando doenças no sistema imunológico, reprodutivo e neurológico.

A história se inicia em 1975. Devido ao grande número de incêndios domésticos provocados por bitucas de cigarros, o Estado da Califórnia elaborou uma lei que definia que todos os tecidos e espumas de estofados comercializados contivessem os retardantes de chamas. Aparentemente, essa medida é pertinente e uma norma de segurança inquestionável. No entanto, ela teve graves consequências, que não foram previstas.

O segmento da indústria química se aproveitou desse respaldo legal para comercializar retardantes de chamas halogenados e bromados. É sabido que tais compostos são gradualmente liberados para o ar e se fixam em partículas de poeira, que podem ser ingeridas. Além disso, em eventuais incêndios, a fumaça emitida pela combustão desses retardantes contém substâncias cancerígenas, que teriam sido, por exemplo, responsáveis por elevar a taxa de câncer de mama em mulheres entre 40 e 50 anos integrantes do corpo de bombeiros de São Francisco, fazendo com que essa taxa seja seis vezes maior que a média nacional.

Documentário investiga e discute os danos à saúde provocados por substâncias retardantes de chamas. Confira o trailer do documentário abaixo:

No Brasil, a discussão referente aos retardantes de chamas ainda não ganhou a proporção atingida nos Estados Unidos. Falta uma legislação consistente que regulamente a produção, a comercialização, o uso e o descarte dessas substâncias.

De acordo com estudo da Universidade Federal da Santa Catarina, as leis brasileiras referentes aos retardantes de chamas ainda são muito vagas. Essa realidade, além de colocar em risco o bem-estar das pessoas, uma vez que permite que compostos tóxicos sejam adquiridos inadvertidamente, impede o crescimento sustentável da indústria química no país.

Uma mobilização de diferentes camadas da sociedade, como a que foi registrada no documentário acima, ainda se faz necessária no Brasil, para diminuir os estragos causados por incêndios florestais e impedir que a população tenha a sua saúde negligenciada ao ser exposta a substâncias tóxicas. Compartilhe!

Fonte: ECycle
Daily Mail




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