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O Perigo dos Cigarros Eletrônicos

Os cigarros eletrônicos estão perdendo a aura de substitutos amigáveis dos cigarros convencionais.

A procura de uma solução para quem quer deixar de fumar parece ter encontrado resposta nos cigarros eletrônicos. Também chamado de e-cigarro ou cigarro de evaporação, o cigarro eletrônico é um simulador do cigarro real.

Este aparelho surgiu há mais de uma década e, nos últimos anos as vendas estão crescendo em todo o mundo, principalmente na Europa. Um estudo recente revelou que 23% dos fumadores holandeses já optaram pelo cigarro eletrônico.

O componente central desse artefato é o vaporizador. Nele, há uma resistência elétrica alimentada a bateria. Ela se aquece e transforma em vapor um líquido armazenado num cartucho substituível. É esse vapor que é aspirado pelo fumante.

O líquido contém nicotina, aromatizantes e propilenoglicol, um composto orgânico que funciona como solvente. Mas não contém as milhares de substâncias tóxicas presentes na fumaça do tabaco.

Um estudo da Universidade Estadual de Portland, nos Estados Unidos, divulgado na revista New England Journal of Medicine, mostra que a exposição dos usuários de cigarros eletrônicos ao formaldeído (substância cancerígena também presente no tabaco) é entre 5 e 15 vezes maior que a dos fumantes convencionais.

Outra pesquisa, feita em ratos na Universidade John Hopkins, revelou que o vapor dos chamados e-cigarettes possui radicais livres tóxicos similares aos encontrados no tabaco e na poluição do ar - algo inesperado, já que esse vapor não possui produtos de combustão nem alcatrão liberado pela queima do tabaco.

No Brasil, a venda de cigarros eletrônicos foi proibida pela Anvisa em 2009. Mesmo assim, podem-se encontrar alguns modelos à venda em sites como o Mercado Livre e em algumas lojas online. Um kit com carregador, cigarro eletrônico e cartuchos de líquido vaporizável custa de 70 a 300 reais.

Fonte: Exame



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