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O Hormônio do Amor Pode Também Combater o Envelhecimento

Estudo afirma que a ocitocina poderia se tornar uma alternativa à terapia de reposição hormonal como uma forma de combater os sintomas do envelhecimento de homens e mulheres

Os pesquisadores dizem que a ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, durante o sexo e até mesmo durante um abraço caloroso, poderia se transformar em tratamento viável para a perda muscular relacionada à idade.

Associada com afetos sociais e românticos, a ocitocina aumenta a libido e é conhecida por criar laços sociais, familiares e afetivos.

"Esse é o hormônio que faz seu coração derreter quando você vê gatinhos, cachorros e bebês".

Pesquisas anteriores já haviam relacionado alguns outros fatores bioquímicos no sangue ao envelhecimento, mas a ocitocina é a primeira molécula antienvelhecimento identificada a ser aprovada pelo FDA para uso clínico nos seres humanos.

A forma sintética da ocitocina já é usada para o controle do sangramento após o parto. Ensaios clínicos de um spray nasal de ocitocina também estão em andamento para aliviar os sintomas associados com doenças mentais, como autismo, esquizofrenia e demência.

Pesquisadores afirmam que a ocitocina, secretada para o sangue pelas glândulas pituitárias, tem dois trunfos importantes: é um hormônio de amplo alcance que atinge todos os órgãos, e não está associada com tumores nem interfere no sistema imunológico.

"Infelizmente, a maioria das moléculas descobertas até agora para aumentar a regeneração do tecido também está associada com o câncer, limitando o seu potencial em tratamentos para seres humanos," disse Irina Conboy, professora de bioengenharia da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "Nossa missão é encontrar uma molécula que não só rejuvenesça o músculo e outros tecidos, mas que também não aumente o risco de câncer".

No estudo, publicado no periódico Nature Communications, os pesquisadores observaram os níveis de ocitocina em ratos e descobriram que o hormônio diminui com a idade.

Os ratinhos mais velhos apresentaram menos receptores de ocitocina em células-tronco musculares. Ao se injetar o hormônio em ratos, os músculos lesionados dos espécimes mais velhos começaram a se reparar depois de apenas nove dias.

"A ação da ocitocina foi rápida. A reparação do músculo em ratos mais velhos foi de quase 80% do que vimos nos ratos jovens", disse Christian Elabd, cientista sênior do laboratório de Irina e coautor do estudo.

O interessante é que os ratos jovens que receberam injeções de ocitocina não sofreram alteração muscular, segundo a cientista sênior e coautora líder do estudo,Wendy Cousin.

"Isso é bom, pois demonstra que ocitocina extra melhora as células-tronco de tecidos envelhecidos, sem fazer com que as células musculares se dividam incontrolavelmente", Wendy acrescentou.

A cientista prevê que a ocitocina — que já é o ingrediente-chave da droga Picotin, administrada para induzir o parto — ultrapassará a terapia de reposição hormonal tradicional como o principal tratamento antienvelhecimento.



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