Não entre nessa gelada! Gelo servido em bebidas é coberto por bactérias, diz estudo

Há mais perigos num copo de uísque on the rocks ou num suco gelado do que pode revelar a transparência de seus cubos de gelo. Parece estranho tal afirmação, mas você sabia que o gelo também pode ser contaminado por vírus e bactérias?

Sim! Um estudo encomendado pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal) ao Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos de São Paulo apontou o gelo, utilizado no resfriamento de bebida e manipulado pelos vendedores, como principal fonte de contaminação externa das latas e outras embalagens.

Nesse estudo foram recolhidas amostras de gelos usados para o resfriamento de bebidas, principalmente latinhas de refrigerantes e cervejas comercializadas por vendedores ambulantes e estabelecimentos comerciais, como bares e supermercados. O resultado em laboratório foi surpreendente. Em todas as amostras havia uma elevada quantidade de organismos, como bactérias e vírus.

O que mais chamou a atenção da pesquisa é a afirmação do infectologista Edmilson Migowski, o qual alerta que os organismos encontrados em grande escala no gelo podem ser indício da existência de outras ameaças, como o vírus da hepatite A.

Quando se consome alimentos fora de casa, como em bares e restaurantes, sempre há uma preocupação com a higiene adotada no preparo dos alimentos e na lavagem das verduras, por exemplo. Mas poucos se preocupam com qual tipo de água e como foi a manipulação do gelo usado em sucos e drinks.

Por isso, deve-se ter esse cuidado também pois qualquer tipo de gelo, tanto formado no exterior de embalagens quanto os cubos usados em bebidas são alvos de contaminação.

Os locais onde os gelos mais estavam contaminados eram estabelecimentos ao ar livre ou ambulantes. Isso acontece por que a água utilizada para fazer gelos ficam mais expostas a ambientes nocivos, como fumaça de automóveis que carregam uma grande quantidade de bactérias.

Mas os riscos de contaminação não se restringem apenas para ambulantes. Amostras coletadas em grandes restaurantes também foram encontrados altos níveis de contaminação. Segundo a pesquisa, é comum o uso de máquinas de gelo, que possuem a capacidade de produzir em grande quantidade. O problema é quando essas máquinas não contam com higienização correta.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o gelos também podem ser contaminados apesar de sua temperatura ser abaixo de zero por que há organismos que conseguem viver por mais de 7 dias nessas condições.

Pesquisa de Londres afirma que gelos podem ser mais contaminados do que água em vasos sanitários

Parece algo impensável, mas pesquisadores ingleses descobriram que os gelos utilizados em estabelecimentos fast-foods, daquelas máquinas de gelos em cubos para refrigerantes, contém níveis, em alguns casos, mais elevados de organismos virais e bacterianos do que água em vasos sanitários.

A bactéria mais comum encontrada e que é uma das que mais resistem em baixas temperaturas, é a Escherichia coli, presente em fezes humanas e podem causar sérias doenças. Muito cuidado ao tomar o seu próximo drink!

Fonte: Web Artigos




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