Mocinho ou vilão? Uso do Flúor divide Médicos e Dentistas

Cor, cheiro, sabor, preço e propriedades clareadoras são, em geral, as características levadas em consideração na hora de escolher um creme dental, entre as inúmeras opções nos supermercados ou nas farmácias. Nos últimos anos, no entanto, um outro fator passou a chamar a atenção dos consumidores: a presença ou não de flúor na fórmula do produto, que se tornou um fator determinante para comprá-lo ou evitá-lo.

O objetivo dessas pessoas, ao abolir a pasta de dente fluorada, é diminuir a ingestão da substância, que já é consumida compulsoriamente – a fluoretação da água tratada é lei no Brasil, como medida profilática contra cáries dentárias.

A decisão de não usar é baseada em diversos estudos que mostram os malefícios do flúor, e no fato de que diversos países reavaliaram a medida após a demonstração dos riscos da intoxicação pela substância.

O questionamento sobre a toxicidade do flúor se tornou amplo na internet. Uma busca sobre “flúor faz mal” no Google gerou mais de 700 mil pesquisas, por exemplo. Mas o tema é controverso e sem uma conclusão definitiva.

Muitos dentistas e médicos afirmam que a quantidade consumida na água fluoretada e nos produtos de higiene dental é inofensiva. Outros defendem que o acúmulo do que é ingerido nessas fontes é o bastante para causar problemas sérios à saúde.

Segundo o médico especialista em nutrologia e medicina ortomolecular Wilson Rondó Júnior, o flúor é considerado um pesticida, listado no Manual Merck – livro básico de doenças e toxinas, referência na medicina – como um veneno letal quando consumido em quantidades exageradas, além do recomendado pelo Ministério da Saúde.

O consumo de meio litro de água por dia pode fornecer de 0,5 a 1 miligrama de flúor. Rondó explica que essa quantidade já pode causar reações no organismo. Entre elas, cólicas e dores abdominais, aftas na boca, perda de apetite, náuseas, fraqueza, perda de peso e até mesmo vômitos com sangue.

Entre as doenças mais graves que podem ser relacionadas à toxicidade do flúor, o especialista destaca alterações no sistema imunológico causadas pela distorção de proteínas do corpo, fazendo com que o sistema imunológico ataque o próprio organismo. Outro mal pode ser a osteoporose, já que a exposição excessiva ao flúor causa redução da resistência e da elasticidade óssea.

Também tem impacto nos glóbulos brancos, responsáveis pelo combate a bactérias, que têm diminuição significativa quando expostos ao flúor, além de danos cromossomiais. Em 1974, foi comprovado que a exposição a 1ppm (parte por milhão) de flúor inibe em 50% a ação das enzimas de reparação do DNA, causando lesões em diferentes células do organismo, podendo levar, inclusive, a problemas genéticos. Com o aumento dos estudos, surgem evidências que ligam o excesso do flúor ao câncer e até mesmo à redução de QI.

Os que defendem seu uso, porém, reiteram que os problemas se apresentam quando há a exposição excessiva ao flúor, o que não ocorre no consumo de água fluoretada e nem no uso de produtos de higiene bucal.

Até para os dentes, o que deveria cuidar pode danificá-los. A quantidade de flúor nas pastas e enxaguantes bucais, bem como nos produtos aplicados em consultórios, atende às diretrizes e concentrações definidas por órgãos de saúde. Mas, apesar de ser um consenso entre a maioria dos dentistas, o uso do flúor vem sendo desaconselhado por alguns médicos.

Rondó explica que o problema maior está no flúor que ingerimos na água, pois além de beber, nós a usamos na preparação de alimentos, para lavar verduras e para fazer sucos e outras bebidas.

“Existem estudos que questionam a eficácia do flúor acrescentado à água, ele não seria totalmente efetivo na redução ou prevenção de cáries. No caso do uso tópico, por meio de cremes dentais e enxaguantes, tem benefício, pois é um inseticida e rodenticida, eliminando as bactérias na boca”, explica.

Segundo o médico, o problema mais comum relacionado ao flúor é a fluorose. A doença enfraquece os dentes e causa manchas, descoloração, caroços e fendas na mucosa bucal. “Ele muda a estrutura celular do enema dentário quando este ainda está em formação e isso pode ter consequências com o passar dos anos e com a exposição contínua à substância”, acrescenta.

A dentista Michelle Rodrigues explica que o flúor é extremamente importante como método de prevenção de cáries, especialmente em um país onde nem todos têm acesso a tratamentos dentários ou a dentifrícios.

Ela afirma que o fator de proteção do flúor é comprovado cientificamente e removê-lo totalmente da água e dos hábitos de higiene dental pode causar sérios danos aos dentes.

Segundo a dentista, mesmo combinando as doses administradas na água e nos cremes dentais, o volume de flúor no organismo não chega a ser prejudicial, somente quando consumido de forma irresponsável, como a ingestão constante de pastas, por exemplo.

“Qualquer substância em excesso pode fazer mal. É preciso ter o cuidado de usar produtos próprios para as crianças, com concentrações mais baixas de flúor, e garantir que elas não o engulam, por exemplo. O mesmo vale para os adultos. O dentista pode até mesmo indicar a melhor pasta de acordo com o paciente”, afirma.

Flúor versus espiritualidade

A glândula pineal, também chamada de epífise neural, é uma glândula endócrina pequena, localizada na região central do cérebro. Ela é responsável por secretar a melatonina, hormônio responsável pelo sono.

Correntes espiritualistas acreditam que ela funciona como uma espécie de portal ou facilitador da comunicação espiritual. Quanto mais purificada a glândula, mais fácil a comunicação do indivíduo com outras dimensões.

Estudos científicos comprovam que o flúor provoca a calcificação da glândula. Quando há excesso da substância química no corpo, ela se aloja no órgão e o calcifica.

Por essa razão, muitas pessoas que trabalham com a mediunidade e buscam uma ligação mais próxima com a dimensão espiritual evitam o consumo excessivo dela.

Pelo visto essa polêmica ainda está longe de ter um fim. Em quem acreditar? Leia, pesquise, converse com o seu dentista e com o seu médico, e tome uma decisão consciente! Compartilhe!

Fonte: Saúde Plena




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