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Mercúrio: o Grande Perigo das Restaurações de Amálgama!

Seguindo o Tratado Internacional, conhecido Convenção das Nações Unidas de Minamata, com 140 países, incluindo o Brasil, estabeleceu-se um cronograma de eliminação de produtos que, assim como as restaurações de amálgama, contenham mercúrio: termômetros, aparelhos de pressão, desinfetantes, e muitos produtos de consumo.

O prazo é até 2020, com o objetivo é acabar com esse uso em no máximo em 15 anos.

Recentemente, a Anvisa abriu consulta pública para discutir como será o fim do uso desses equipamentos no país. Segundo o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, “o mercúrio é tóxico e, em altas concentrações, pode afetar o sistema nervoso e rins.”.

Apesar disso, o FDA e a American Dental Association estão retardando suas ações no caso das restaurações de mercúrio, apesar das evidências científicas demonstrarem riscos.

Não há formula mágica que possa tornar o mercúrio seguro quando usado na boca. Além disso, atualmente já se dispõe de produtos alternativos mais seguros.

O perigo do mercúrio

A maioria das pessoas não sabe que restaurações de mercúrio consistem em cerca de 50% de mercúrio metálico, o que é um risco para sua saúde e para o meio ambiente.

O vapor de mercúrio dos amálgamas é solúvel em gordura e passa facilmente através da membrana celular, atravessando a barreira hematoencefálica. Ele é cumulativo, especialmente no sistema nervoso, cérebro, rins e intestino, sendo um problema de saúde em potencial.

Leia também: Comissão aprova proposta que proibe o uso de "amálgamas de mercúrio" por dentistas

A mastigação e a ingestão de líquidos quentes estimulam a liberação dos vapores de mercúrio dos amálgamas dentários.

Alguns países da Europa já baniram o mercúrio, pelas fortes evidências de toxicidade clinica desse material.

Toxicidade do mercúrio

A literatura científica mostra que as restaurações de amálgama têm sido associadas com:

  • Doença de Alzheimer;
  • Esclerose múltipla;
  • Infertilidade;
  • Disfunção renal;
  • Comprometimento de tireoide e sistema imunológico;
  • Arritmias e cardiomiopatias;
  • Fadiga;
  • Perda de memória;
  • Distúrbios psicológicos.

Já entre os dentistas que têm muito contato com o mercúrio, são frequentes efeitos subclínicos neuropsicológicos e motores.

Além disso, a exposição ao mercúrio causa problemas neurológicos como: tremores, insônia, irritabilidade, labilidade emocional, dor de cabeça, polineuropatia, visão turva, fraqueza e resposta mental lenta.

Agressão ambiental

Muitos não têm o conhecimento que o mercúrio é um perigo para os dentistas, pacientes e ambiente. A água que é usada nos consultórios dentários acaba se contaminando pelo contato com o mercúrio, sendo eliminada sem tratamento. Uma vez no ar, água e solo, o mercúrio é extremamente perigoso, sendo que seus níveis vão aumentando de forma acumulativa.

Você está preparado para remover as suas restaurações de amálgama?

Recomendo que tome certos cuidados previamente, pois durante a remoção há um aumento significativo da exposição aos vapores de mercúrio. Você deve estar em boas condições de saúde, com o seu mecanismo de desintoxicação ativo e eficiente para se submeter a isso.

Confira uma lista de suplementos que devem ser usados antes e depois da retirada do amálgama:

  • Vitamina C 4,0g: é importante, pois ajuda na mobilização do mercúrio dos depósitos intracelulares.
  • Vitamina E 400 iu: tem efeito protetor quando o cérebro é exposto à forma mais tóxica de mercúrio, o metil-mercúrio.
  • Selênio 100 mcg: importante na geração da potente enzima antioxidante endógena glutationa.
  • Ácido lipoico 50 mg: por ser um antioxidante universal, consegue ajudar a quelar o mercúrio.
  • Clorella 500 mg: promove aumento da absorção de mercúrio em estruturas não neurológicas como intestino, músculos, ligamentos e ossos. Altas doses têm se mostrado efetivas na remoção de mercúrio. Pessoas que não aceitam bem esse fitoterápico por desconforto gástrico devem optar por quitosana como alternativa.
  • Coentro: promove a eliminação de mercúrio do corpo.
  • Alho: os compostos sulfidrílicos facilitam a excreção do mercúrio.
  • MSM 1000 mg (metilsulfonilmetano): agente efetivo na desintoxicação do mercúrio por fornecer enxofre como agente quelantes.

Conclusão

Importante a realização de um perfil de metais tóxicos (mineralograma) para determinar o grau de tóxicos presentes no seu corpo. Com os resultados, converse com o seu médico para que lhe oriente a melhor estratégia terapêutica para a desintoxicação do mercúrio e também de outros metais se for o caso.

Referências bibliográficas:

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Fonte: Dr. Rondó



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