Medo de agulhas: não é só uma picadinha! E tem tratamento!

As injeções são geralmente desagradáveis para a maioria das pessoas, mas as vacinas são muito importantes para combater doenças como catapora, meningite e hepatite, por exemplo, mas porque tanta gente tem medo de injeção? Como pode surgir esse trauma?

Sabe-se que a pessoa pode ter uma memória dolorosa ou uma experiência assustadora com as primeiras injeções.

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Existem algumas circunstâncias em que o medo pode ser instaurado:

  • Para muitas crianças, receber uma injeção de um estranho, por si só já é assustador. Ela é incapaz de compreender por que razão os pais não estão protegendo-a da dor, e assim fica o registro na memória de um trauma;

  • Pais, avós e cuidadores, ainda também podem, mesmo que não intencionalmente, serem os responsáveis por incutir o medo de agulhas ao falar para a criança: “Fique longe das agulhas, você pode se machucar!” ou “Você tem que ser corajoso para tomar vacina, não pode chorar!”

  • Ou até mesmo se um parente significativo para a criança tem medo de agulha, ela sem ter consciência aprende. Ou ainda, ela pode também ver um idoso tomando uma injeção e alguns dias após ele falece.

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Todas essas experiências ficam registradas na memória dela com uma emoção intensa e até hoje, após a infância, ao se lembrar ou na iminência de fazer um exame de sangue ou tomar uma vacina, o organismo dessas pessoas dispara uma resposta de ansiedade.

Sensação de desmaios e falta de ar, taquicardia, boca seca e sudorese: esses são alguns sintomas que indicam que o medo de agulha não é um exagero, não é uma bobagem nem uma "criancice”, é uma fobia e pode ser tratada!

Uma abordagem terapêutica americana, recente aqui no Brasil, o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), propõe que de forma breve essas lembranças difíceis sejam reprocessadas por meio de estimulações bilaterais.

Assim, é possível dessensibilizar ou reduzir a intensidade da resposta de ansiedade, de forma que o cliente ao pensar novamente em agulhas e injeções não desencadeia mais uma série de sensações, sentimentos pensamentos perturbadores.

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Segundo Francine Shapiro, quem desenvolveu essa terapia, todo o ser humano tem um sistema de processamento psicológico de informações, similar ao sistema digestivo (no qual o corpo extrai nutrientes dos alimentos para sua sobrevivência). Quando ocorre um evento traumático, esse sistema falha e não processa corretamente essas informações, fazendo incorretamente a ligação entre a lembrança do fato e os sentimentos ligados a ele. O EMDR tem o objetivo de refazer essa ligação de maneira correta.

A eficácia dessa terapia foi comprovada por estudos científicos, apresentados no Congresso Brasileiro de EMDR e aceita pela Organização Mundial da Saúde.

Na prática dos consultórios observa-se que a cura é possível e clientes relatam por vezes que sentem-se mais tranquilizados quando o reprocessamento termina. Você conhece alguém que tem fobia de agulha? Compartilhe com ele essa nova opção de tratamento!

Fonte: Oficina de Psicologia




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