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Mamografia e Câncer de Mama: o Golpe da Fitinha Cor de Rosa!

Outubro é o mês da mamografia, um mês em que ocorre a campanha anual de Consciência de Câncer de Mama, de fitas cor de rosa. Durante outubro, as mulheres sofrem uma investida para fazer uma mamografia que, segundo dizem, pode salvar-lhes as vidas…

Com isso, a compreensão geral perpetuada é de que o câncer de mama é algo que você tem ou não tem, sem levar em consideração o risco relativo de danos causados pelo exame.

Atualmente, os pesquisadores e a mídia estão começando a falar abertamente contra o uso exagerado e os riscos da mamografia.

Quase nada tem sido feito para educar as mulheres quanto às diferenças cruciais entre as lesões não malignas e os cânceres invasivos ou não invasivos detectados através desta tecnologia.

A radiação ionizante usada para discernir os tumores de mama é um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Se você tiver um tumor maligno, a compressão esmagadora do seu seio poderia potencialmente espalhar este câncer!

Mas durante estas campanhas rosas, você não verá nenhuma informação sobre isso, e muito menos que os seus riscos podem ser ampliados se você for geneticamente predisposta (mutação BRCA) ao câncer de mama.

Normalmente, o que ocorre, é que as mulheres com a mutação BRCA são tipicamente aconselhadas a fazer uma mamografia de seis em seis meses. Esta é, claramente, uma recomendação que aumentará a transformação maligna, devido ao excesso de exposição à radiação ionizante.

Polêmica

A Organização Mundial de Saúde prega a realização da mamografia para fins de rastreamento entre os 50 e 69 anos, pois “esta é a faixa etária com maior efetividade na prevenção e que possui evidência científica de impacto na mortalidade”.

Essa é a mesma recomendação seguida pelo Ministério da Saúde. Porém, há grupos que recomendam o exame à partir dos 40 anos, como por exemplo, a Fundação Nacional do Câncer de Mama e a Sociedade Brasileira de Mastologia.

Causas Evitáveis do Câncer de Mama

O que se observa é um menosprezo das medidas preventivas, como dietas, e restrição de uso de produtos com agentes cancerígenas… No fim, só há promoção da mamografia!

Você sabe quais são estes agentes cancerígenos? Se você procurar sobre agentes cancerígenos, fatores causadores e promotores de cura nos principais sites, como o da Fundação Nacional do Câncer de Mama, nada encontrará…

Ocorre que os pesquisadores têm identificado várias substâncias químicas invasivas que aumentariam o seu risco para o câncer de mama. Evitar a exposição tóxica a essa substância é uma das abordagens racionais básicas para a prevenção do câncer de mama, junto com estratégias de estilo de vida saudável e atividade física.

Com isso, estas organizações enormes podem continuar a coletar bilhões de dólares em doações todo ano em nome de “encontrar uma cura”.

Segundo artigo publicado no Huffington Post:

“Poucas pessoas percebem que o Mês de Consciência do Câncer de Mama (BCAM) foi lançado pela Astra Zeneca, uma companhia farmacêutica que vende tratamentos para o câncer por um lado e pesticidas carcinogênicas pelo outro. Então o BCAM tem sido desde o início uma grande campanha de marketing — talvez a mais bem sucedida campanha de marketing do século 20.

É por isto que na Ação Contra o Câncer de Mama, nós chamamos outubro de ‘Mês da Indústria do Câncer de Mama,’ o mês em que as corporações ganham dinheiro afirmando quanto elas se preocupam com o câncer de mama e vendendo os seus produtos de fitinha cor de rosa…

Quantos dos ingredientes contidos em uma seleção aleatória de produtos cor de rosa são tóxicos e ruins para a nossa saúde? Ninguém sabe por causa do regulamento fraco das substâncias químicas nos Estados Unidos que está ultrapassado…


Não podemos desperdiçar mais um outubro vendo as corporações ganhar dinheiro com os produtos de fitinha cor de rosa que contêm toxinas ligadas ao câncer de mama. Se você estiver revoltado, tome uma posição para proteger a nós todos contra as substâncias químicas tóxicas que estão nos deixando doentes, porque os fabricantes dos produtos de fitinha cor de rosa certamente não a tomarão”.

Mamografia: excesso de falsos positivos

Sabemos que a mamografia pode detectar o câncer de mama invasivo nas mulheres, mas seriam as mamografias rotineiras a ferramenta correta para reduzir a taxa de câncer de mama? Será que elas podem danificar mais as mulheres do que ajudar no processo?

Diversos estudos sugerem que elas fazem mais mal do que bem, ao gerarem uma alta taxa de falsos positivos.

Uma mulher que recebe um diagnóstico de falso positivo sofre o mesmo trauma emocional do que aquela com o diagnóstico correto, e este trauma não pode (e não deve) ser menosprezado.

Segundo estudo sueco, de 400 mulheres que receberam um falso positivo, antes de descobrirem-se livres do câncer mais tarde, a incidência de depressão ou incapacidade de lidar com a situação e a tristeza ocorreu em cerca de 90% dos casos.

Por outro lado, aquelas que optam por tratamentos agressivos, como a mastectomia, a radiação e/ou a quimioterapia depois de um diagnóstico de falso positivo também sofrem de dor física e sofrimento “a troco de nada”.

Mas, como recentemente tratado pela revista Forbes em um artigo intitulado “A Mamografia Criou Uma Epidemia de Pseudo-Sobrevivência?”, muitas mulheres que acreditam que são sobreviventes do câncer de mama podem não ter tido um tumor que lhes ameaçava a vida… Elas não são sobreviventes do câncer de mama; elas são sobreviventes do tratamento do câncer de mama.

Novos exames genéticos que podem colaborar nas melhores decisões terapêuticas

Atualmente, dispomos de 2 exames genéticos que podem ser úteis na melhor tomada de decisão sobre a terapêutica em consequência do diagnóstico de câncer de mama. São eles:

  • Oncotipo DX, que permite determinar o padrão de resposta que o seu tumor pode ter à quimioterapia
  • Oncotipo DX CDIS “específico” para carcinoma ductal in sito, sendo o indicador de risco de recidiva. A terapia de radiação após uma lumpectomia pode ser benéfica.

Novos estudos questionam o Valor de Mamografias

Um estudo publicado no JAMA Internal Medicine em 6 de julho de 2015, confirmou os achados prévios que mostravam que as triagens por mamografia levavam a tratamentos desnecessários e concomitantemente tinham praticamente nenhum impacto no número de mortes por câncer de mama.

Outros estudos demonstraram que para cada vida salva pela triagem por mamografia, três mulheres são sobrediagnosticadas e tratadas com cirurgia, radiação ou quimioterapia para um câncer que talvez nunca causasse problemas para elas durante as suas vidas todas.

Já uma publicação no Journal of the Royal Society of Medicine é muito clara logo no titulo: “A triagem por mamografia é prejudicial e deveria ser abandonada.”. Em poucas palavras, décadas de triagem rotineira de câncer de mama usando a mamografia não têm feito nada para diminuir as mortes por câncer de mama.

Pelo contrário: elas acabam causando o problema. 52% de todas as mulheres que se submeteram ao exame, ou seja, mais da metade, foram sobrediagnosticadas e sobretratadas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, a recomendação para realização da mamografia periodicamente não resultou em queda da taxa de mortalidade do câncer de mama, e o falso positivo pode causar danos às mulheres, como ansiedade, estresse e procedimentos desnecessários

16 Dicas para prevenção do Câncer de Mama

1. Auto-exame. É básico e muito simples de ser realizado. Basta também que você esteja atenta a qualquer anormalidade que observar, tais como:

  • Um novo caroço ou nódulo duro encontrado no seu seio ou axila;
  • Retração ou protuberância no seio ou no mamilo;
  • Mudança no tamanho, formato ou simetria do seu seio;
  • Inchaço ou espessamento do seio;
  • Vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele do seio;
  • Secreção do mamilo, especialmente sanguinolento, transparente, viscoso, escuro ou que ocorre sem apertar o mamilo;
  • Mudanças no mamilo como sensibilidade, dor virando ou retraindo para dentro ou apontando para uma direção nova;
  • Qualquer mudança suspeita no seu peito.

Atenção: apesar de o autoexame ser uma medida adequada, ele também não está livre dos falsos diagnósticos.

2. Alimentar-se de acordo com o seu Tipo metabólico e ingerir alimentos reais; evitando alimentos processados e açúcares, especialmente a frutose processada, pois todas as formas de açúcar são prejudiciais à saúde e promovem o câncer.

3. Melhore a sua sensibilidade de receptores de insulina e leptina, evitando açúcar e grãos e restringindo os carboidratos.

4. Otimize a sua vitamina D. A vitamina D influencia cerca de 200 genes do seu corpo, em especial os ligados ao câncer, sendo um dos combatentes mais potentes do câncer na natureza. Aconselho manter níveis acima de 50 ng/ml, e se você estiver com câncer, eleve o seu nível de vitamina D entre 70 e 100 ng/ml, pois a vitamina D interage positivamente com todos os tratamentos de câncer.

5. Limite a sua ingestão de proteína, pois em excesso elas estimulam a enzima mTOR, que pode ser indutora de câncer.

6. Evite derivados de soja não fermentados, pois são ricas em fitoestrógenos, também conhecidos como isoflavonas que, segundo alguns estudos, trabalham em conjunto com o estrógeno humano aumentando a proliferação de células de câncer de mama, além de estimular mutações e células cancerígenas.

7. Faça atividade física regular, que controla o seu nível de insulina, reduzindo o seu risco para o câncer.

8. Mantenha-se magro, pois o excesso de peso causado pela gordura é um grande indutor estrogênico, potente indutor de câncer de mama.

9. Consuma smoothies verdes orgânicos diariamente.

10. Ingira bastante ácido graxo essencial ômega-3, de origem animal, sem metais tóxicos. Sabidamente, ele é protetor contra o câncer.

11. Ingira cúrcuma, um ingrediente com grande potencial terapêutico na prevenção da metástase do câncer de mama.

12. Limite a ingestão diária de bebida alcoólica.

13. Evite a terapia de reposição hormonal sintético, especialmente se você tiver fatores de risco para o câncer de mama, pois o câncer de mama é correlacionada ao estrógeno. No caso de apresentar queixas importantes de menopausa, melhor optar por uma alternativa muito mais segura, que é a terapia de reposição hormonal bioidêntico. Ela usa hormônios que são molecularmente idênticos àqueles que o seu corpo produz e não agridem o seu organismo.

14. Evite xenoestrógenos, como BPA e fitalatos, que são compostos parecidos com o estrógeno e que foram ligados ao risco aumentado para o câncer de mama.

15. Corrija deficiência em iodo, pois há evidências que ele tem propriedades anticancerígenas potentes e já foi demonstrado que promove a morte celular (apoptose) nas células dos cânceres de mama e de tiroide.

16. Evite consumir carnes muito passadas, que estão ligadas ao aumento do risco de câncer de mama.

Espero que você possa aproveitar essas dicas para se prevenir do câncer de mama durante todo o ano, e não só no Outubro Rosa!

Referências bibliográficas:

  • Huffington Post January 23, 2014
  • New York Times September 28, 2015
  • JAMA Oncology August 20, 2015. doi:10.1001/jamaoncol.2015.2510
  • JAMA Internal Medicine September 28, 2015. doi:10.1001/jamainternmed.2015.5231
  • The Lancet October 30, 2012
  • Journal of the Royal Society of Medicine September 2015 108: 341-345
  • Clinical Cancer Research October 15, 2005: 11; 7490
  • O Estado de São Paulo. Pag. A24. 03 de Outubro de 2016

    As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.
    

Fonte: Dr. Rondó



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