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Laranja e Abacaxi são os alimentos de maior risco de intoxicação por Agrotóxico, diz Anvisa

Quase 99% das amostras de alimentos analisadas pela Anvisa, entre o período de 2013 e 2015, estão livres de resíduos de agrotóxicos que representam risco agudo para a saúde. O dado faz parte do relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, divulgado pela Agência este mês em Brasília. No total, foram 12.051 amostras monitoradas nos 27 estados do Brasil e no Distrito Federal.

Esta é a primeira vez que a Anvisa monitora o risco agudo para saúde, uma vez que, nas edições anteriores do PARA, as análises tinham o foco nas irregularidades observadas nos alimentos.

O risco agudo está relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento que contenha resíduos. Este novo tipo de avaliação, que já vem sendo feito na Europa, Estados Unidos, Canadá etc., leva em consideração a quantidade de consumo de determinado alimento pelo brasileiro.

Foram avaliados cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes, totalizando 25 tipos de alimentos. O critério de escolha foi o fato de que estes itens representam mais de 70% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira.

O que foi encontrado?

Um dos alimentos com maior quantidade de amostras analisadas foi a laranja.

Vigilâncias sanitárias de estados e municípios realizaram a coleta de 744 amostras em supermercados de todas as capitais do País. No montante avaliado, 684 amostras foram consideradas satisfatórias, sendo que, dessas, 141 não apresentaram resíduos.

Uma das situações de risco identificadas na laranja está relacionada ao agrotóxico carbofurano, que passa por processo de reavaliação na Anvisa. É a substância presente nas amostras que mais preocupa quanto ao risco agudo, sendo que 11% das amostras de laranja apresentaram situações de risco relativas ao carbofurano.

O agrotóxico carbendazim é outro que merece atenção quanto ao risco agudo. Os resultados do programa revelaram que em 5% das amostras de abacaxi há potencial de risco relacionado à substância.

Um aspecto importante é que as análises do programa sempre são feitas com o alimento inteiro, incluindo a casca, que, no caso da laranja e do abacaxi, não é comestível. Ou seja, com a eliminação da casca, a possibilidade de risco é diminuída. Isso porque alguns estudos trazem indícios de que a casca da laranja tem baixa permeabilidade aos principais agrotóxicos detectados, de modo que a possiblidade de contaminação da polpa é reduzida.

Já para os demais produtos, como a abobrinha, o pimentão, o tomate e o morango, o risco agudo calculado foi considerado aceitável em quantidade superior a 99% das amostras.

As irregularidades apontadas no relatório, apesar de não representarem risco apreciável à saúde do consumidor do ponto de vista agudo, podem aumentar os riscos ao agricultor, caso ele utilize agrotóxicos em desacordo com as recomendações de uso autorizadas pelos órgãos competentes.

As irregularidades também podem indicar uso excessivo do produto ou mesmo a colheita do alimento antes do período de carência descrito na bula do agrotóxico. As situações de contaminação por deriva, contaminação cruzada e solo, entre outros, também podem ocasionar a presença de resíduos irregulares nos alimentos, principalmente nos casos em que os resíduos são detectados em concentrações muito baixas.

A Agência também está acompanhando o desenvolvimento de metodologias para avaliação do risco cumulativo, ou seja, quais são os riscos à saúde resultantes da ingestão de alimentos contendo resíduos de diferentes agrotóxicos com mesmo efeito tóxico.

Veja abaixo a lista dos alimentos analisados com maior número de amostras com agrotóxicos com potencial risco agudo

  • Laranja: 744 amostras analisadas; 90 com potencial risco agudo (12,1%)
  • Abacaxi: 240 amostras analisadas; 12 com potencial risco agudo (5,0%)
  • Couve: 228 amostras analisadas;6 com potencial risco agudo (2,6%)
  • Uva: 224 amostras analisadas; 5 com potencial risco agudo (2,2%)
  • Alface: 448 amostras analisadas; 6 com potencial risco agudo (1,3%)
  • Mamão: 722 amostras analisadas; 6 com potencial risco agudo (0,8%)
  • Morango: 157 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,6%)
  • Manga: 219 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,5%)
  • Pepino: 487 amostras analisadas; 2 com potencial risco agudo (0,4%)
  • Feijão: 764 amostras analisadas; 2 com potencial risco agudo (0,3%)
  • Goiaba: 406 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,2%)
  • Repolho: 491 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,2%)
  • Maçã: 764 amostras analisadas; 1 com potencial risco agudo (0,1%)

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Fonte: Teresina Diário



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