Perca Peso Agora

Insônia Eterna: O que aconteceria com o nosso corpo e a sociedade se parássemos de dormir?

Se você já ficou uma noite sem dormir e tentou "aguentar" sabe o quão desagradável será o dia seguinte. O corpo fica estranho, seus olhos pesados e os reflexos nem sempre tão rápidos como normalmente são.

E se existisse uma droga capaz de eliminar a necessidade humana de sono? E se essa mesma droga conseguisse tirar todo o cansaço e sensação ruim por não ter dormido? Você tomaria?

Não se engane achando que isso é algo absurdo e digno de filmes de ficção científica. Em 2007, um grupo de cientistas anunciaram a descoberta de um spray nasal contendo o hormônio orexina-A, que teria o poder de reverter os efeitos da privação de sono, ao menos em macacos.

Algumas pessoas acreditam que o sono é algo inconveniente e que, se tivéssemos 8 horas a mais em nossas vidas, poderíamos ser mais produtivos.

Acontece que o sono possui um papel fundamental na forma como as pessoas estruturam suas vidas, e retirá-lo de nosso “hábito biológico” poderia ter um grande impacto na forma como vemos a sociedade atual.

“As pessoas não percebem a relação recíproca que temos com o sono”, disse Mairead Eastin Moloney, socióloga e professora de medicina da Universidade do Kentucky. “O sono realmente estrutura nossas vidas e também estrutura nosso mundo social”.

Mais produtividade?

Muitos acreditam que teríamos mais tempo para trabalhar, estudar e realizar outras atividades. Em um mundo sem sono, teríamos 8 horas a mais. É tentador pensar que a sociedade faria mais coisas e poderia resolver problemas com menos estresse, sem ficar tão fissurada nos ponteiros do relógio. Mas, especialistas dizem que a maioria das pessoas não saberiam como usar esse tempo extra.

“O cérebro humano precisa de uma certa quantidade de tempo de “inatividade” para funcionar da sua melhor maneira e muito trabalho gera estresse que prejudica os pensamentos”, disse Moloney.

Ela ainda acrescenta que este é o motivo pelo qual as melhores ideias surgem quando se está tomando banho ou no meio de um passatempo bobo.

De acordo com psicólogos acadêmicos, quando as pessoas têm mais tempo, elas tendem a preenchê-lo com relaxamento, ou apenas “jogar tempo fora” sem fazer nada. “Nós não somos máquinas”, disse Linda Sapadin.

Relacionamento

Uma “cura do sono” prejudicaria os relacionamentos. Embora as pessoas gostem de passar momentos com seus entes queridos, isso pode ter um lado negativo.

As pessoas precisam manter uma certa distância para restaurar relações e contatos diários que se desgastam naturalmente, algo que geralmente é conseguido com uma boa noite de sono. Acordar revigorado faz com que mágoas sejam amenizadas ou esquecidas.

E a indústria?

Eliminar o sono dos humanos traria mais dinheiro. Ofereceria também mais recursos para gastar, mas as dívidas também aumentariam, já que teríamos 8 horas a mais para “viver”, gastando energia, dinheiro com alimentação, transporte, etc.

A indústria do sono gera anualmente, só nos EUA, mais de R$ 11,5 bilhões. Esse valor é gasto em medicamentos ou recursos usados para induzir o sono de alguma forma. Certamente, os empresários por trás destes produtos não ficariam nada satisfeitos em ver seus negócios arruinados.

E nossa saúde?

Renunciar o sono traria impactos em nossa saúde. A privação do sono têm sido associada com um certo número de problemas, incluindo obesidade, doenças cardíacas e evidências de influência no diabetes.

Mesmo existindo uma droga que retirasse nossa necessidade de dormir isso não significa necessariamente que os riscos de saúde seriam contornados.

Além disso, acordados, teríamos mais disponibilidade para comer muito além do que fazemos atualmente, o que estimularia a obesidade. Apesar de existir a possibilidade de frequentar academias e ginásios em uma vida 24h acordado, o ser humano tende a “gravitar” em torno de coisas que trazem prazer, o que poderia ser uma catástrofe para a humanidade.

Fonte: Vídeos Virais



Receba Dicas de Saúde Grátis

Tenha uma vida mais saudável com nossas melhores dicas e novidades.

Compartilhar no Facebook