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Implantes no Cérebro fazem macacos paraplégicos voltarem a andar

Um estudo inédito com implantes cerebrais poderá trazer de volta os movimentos de pessoas que perderem a mobilidade. Um grupo de cientistas implantou no cérebro de macacos com traumas na espinha dorsal um dispositivo que envia sinais elétricos. Esses implantes se comunicam por wireless com eletrodos que liberam os impulsos neurais para os músculos funcionarem – ou seja, os impulsos são enviados do cérebro até a região que irá se movimentar, ignorando a lesão.

Geralmente, quando alguém sofre uma lesão na coluna vertebral o sinal entre o cérebro e os músculos é desconectado. Essa interrupção impede que a pessoa fique em pé, que ande e que mexa as pernas, por exemplo.

O objetivo da pesquisa foi justamente restabelecer essa conexão cérebro–músculos, colocando os eletrodos em uma parte não traumatizada da espinha dorsal.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Nature pelo especialista em tratamento de coluna vertebral do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, Grégoire Courtine, Marco Capogrosso, Tomislav Milekovic e uma equipe internacional de cientistas.

Para fazer os experimentos, dois macacos tiveram uma das patas paralisadas temporariamente. Os testes aconteceram em laboratórios chineses, porque a Suíça restringe o uso de animais para testes. Mas agora, depois de ver que o estudo foi bem sucedido, os cientistas podem realizar experimentos similares na Suíça.

Outra grande novidade do sistema é que foi desenvolvido especificamente para os membros inferiores e, por ser wifi, não obriga os macacos (ou humanos, em um futuro próximo) a ficarem conectados a um computador.

E os louros disso não se restringem à sinal forte ou fraco, mas ao fato de que esse método não exige um computador para decodificar e transcrever as emissões do cérebro antes de enviá-las à medula.

Uma das únicas ressalvas para que os implantes não sejam uma solução milagrosa é que o sistema retransmite apenas os impulsos de estender e dobrar as pernas na sintonia da marcha com quatro patas. Além das dificuldades de equilíbrio por termos duas e não quatro pernas, isso restringe os diferentes movimentos que precisamos fazer para nos locomover, como saltar, desviar de obstáculos, por exemplo.

Mesmo assim, Dr. Courtine espera que em 10 anos a técnica possa ser usada em humanos e, levando a ressalva do dobra-estica em consideração, destaca que é muito mais provável que a tecnologia seja aplicada como um método de reabilitação, e não como um implante para ser utilizado no dia a dia.

Fonte: Super Interessante



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