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Glutamina: Sua importância para a Saúde Intestinal

O aminoácido glutamina serve como um clássico exemplo do termo usado na área médica, em inglês, “bench to bedside”, o qual descreve o laço de repetição do processo de investigação, em que as observações clínicas estimulam as pesquisas científicas (bench/banco), levando de volta para a sua implementação na prática clínica (bedside/cabeceira) e mais observações ou descobertas clínicas.

Há algum tempo, a glutamina vem sendo denominada como “condicionalmente essencial”. Quando um aminoácido é denominado “essencial”, isto significa que o corpo não pode produzi-lo, precisando ser adquirido de fonte externa.

No caso da glutamina, ela não recebe a denominação “essencial”, visto que o organismo a produz. No entanto, durante o estresse ou doença, os requisitos do corpo para a glutamina parecem exceder a capacidade do indivíduo de produzi-la em quantidades suficientes.

Sua suplementação, por exemplo, pode melhorar a gestão nutricional e aumentar a recuperação de doentes, minimizando a permanência no hospital.

Dentre suas muitas funções, ela atua como geradora de energia, construtora e conservadora muscular e, no campo do sistema imune, ela tem importante papel no combate a infecções e beneficia a saúde ou função intestinal através de uma melhor absorção de nutrientes e seu papel como reguladora da permeabilidade/barreira intestinal.

Uma revisão de evidência científica e clínica de Achamrah N, et al., publicada em Current Opinion in Clinical Nutrition & Metabolic Care, discorre sobre a suplementação de glutamina entre pessoas que apresentem qualquer forma de disbiose intestinal – um transtorno no qual as bactérias da flora se desequilibram tendo como causas a exposição a antibióticos, uso de álcool em excesso, dieta inapropriada e estresse.

A glutamina é um dos principais nutrientes para manter a função de barreira ou permeabilidade intestinal em animais e humanos.

Neste quesito, conforme a revisão, a sua depleção resulta em atrofia de vilosidades, diminuição da expressão de proteínas de junções firmes ou oclusivas (tight junction) e aumento da permeabilidade intestinal.

As vilosidades intestinais (dobras da camada epitelial dos intestinos), ampliam a área de contato, assim aumentando a absorção dos nutrientes após a digestão.

Uma barreira intestinal intacta protege o organismo humano contra a invasão de microrganismos e toxinas, mas por outro lado, esta barreira deve estar aberta para absorver fluidos e nutrientes essenciais. Tais objetivos opostos são alcançados por uma estrutura complexa anatômica e funcional que consiste na barreira ou permeabilidade intestinal.

A conclusão de Achamrah e colegas é que avaliações da suplementação de glutamina na prática clínica ainda são necessárias (ciclo “bench to bedside”), mas que esta pode melhorar a função da permeabilidade intestinal em várias condições experimentais de lesão e em algumas situações clínicas. Recentemente, foram relatados efeitos preventivos da glutamina em modelos experimentais de lesões intestinais.

    As informações fornecidas neste site destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para o profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro prestador de cuidados de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter a respeito de sua condição médica. As informações contidas aqui não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. 

Fonte: Essentia




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