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Gestantes Não Devem Beber Uma Só Gota de Álcool... e em Qualquer Fase da Gravidez

De acordo com um novo relatório da Academia Americana de Pediatria, publicado no periódico científico Pediatrics, nenhuma quantidade de álcool é segura para beber durante qualquer trimestre da gravidez. Todas as formas de álcool – incluindo cerveja, vinho e licor – representam um risco semelhante ao feto em desenvolvimento, em qualquer quantidade. Existe um debate de longa data se faz mal para o feto que a mãe beba álcool durante a gravidez.

A ingestão de bebidas alcoólicas na gestação tem sido associada a problemas neurocognitivos e comportamentais na criança, assim como a diversas deformidades faciais.

Ainda de acordo com o estudo, todas as formas de álcool representam risco ao feto. Isso porque o álcool ingerido pela gestante ultrapassa a barreira da placenta e se acumula no líquido amniótico.

De acordo com a pediatra Conceição Segre, coordenadora da obra "Efeitos do Álcool na Gestante, no Feto e no Recém-Nascido", o álcool consumido pela gestante também atinge o feto por meio do sangue do cordão umbilical, prejudicando a transferência de nutrientes e oxigênio.

Cerca de uma hora depois de a gestante ingerir a bebida, o nível de álcool no sangue do feto se iguala ao medido no organismo da mãe. Mas, como o bebê tem massa corporal menor e o fígado imaturo para metabolizar a substância, calcula-se que o efeito tóxico para ele seja até 8 vezes maior. As consequências dessa intoxicação permanecem a vida inteira, com intensidade variável, explicou Conceição.

TEAF x SAF

O relatório sugere que mães que consomem álcool durante a gravidez podem colocar o feto em risco de desenvolver transtornos do espectro alcoólico fetal (TEAF), um termo genérico para um grupo de condições que podem causar problemas físicos, comportamentais e de aprendizagem em uma criança. Esses transtornos são muito prevalentes, mas os médicos nem sempre podem diagnosticá-los – por exemplo, se uma criança apresenta um atraso no desenvolvimento, é possível que TEAF seja a raiz do problema.

Mais atenção tem sido dada a uma condição chamada síndrome do alcoolismo fetal (SAF), em que as crianças podem ter características físicas mais visíveis, juntamente com problemas de aprendizagem e comportamentais. Além de problemas de crescimento, três características faciais são comuns na síndrome: um lábio superior fino, um sulco entre o nariz e o lábio superior, e uma distância reduzida entre o canto interno e externo do olho.

A TEAF é mais difícil de detectar que a SAF, mas reconhecê-la precocemente pode melhorar o prognóstico a longo prazo de uma criança. Zero álcool é a única garantia.

“As mulheres que estão esperando um bebê ou tentando engravidar devem se abster de beber álcool completamente, porque não existe um nível completamente seguro de consumo de álcool durante a gravidez”.

Algumas gestantes podem racionalizar o seu consumo de álcool como seguro porque é baixo ou pouco frequente, mas a verdade é que exposição pré-natal ao álcool em qualquer quantidade pode produzir uma ampla gama de efeitos tóxicos que podem alterar a função cerebral do feto, resultando em uma criança ou adolescente com problemas de atenção, memória, julgamento e competências linguísticas.

No caso de uma gravidez não planejada, a melhor abordagem é que a mulher pare de beber assim que souber que está esperando um filho.

"Os trabalhos que analisaram os riscos do consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação e afirmaram que há não grandes problemas na ingestão de doses baixas podem ter utilizado métodos insuficientemente sensíveis para detectar as afecções. É ingenuidade afirmar que é seguro tomar bebidas alcoólicas na gravidez.", disse Janet Williams, principal autora do trabalho que embasou a decisão da Academia Americana de Pediatria.

Fonte: Veja



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