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Fibromialgia: Uma Dor Real

Estimativas alertam que cerca de 4% da população seja afetada pela fibromialgia, sendo que em cada 10 casos acometidos 9 são em mulheres. Os principais sintomas relatados por pacientes que sofrem com a fibromialgia são a sensação de sensibilidade, rigidez muscular (muitas vezes insuportável) e dores em várias partes do corpo. É comum também apresentarem cansaço, depressão e distúrbios gastrointestinais.

Mas, infelizmente, mesmo que os sintomas sejam aparentes, o diagnóstico da fibromialgia passa despercebido pelo fato da doença não apresentar sinais físicos que possam caracterizá-la.

Em recente pesquisa, realizada com 20 mulheres diagnosticadas com a doença e 10 mulheres saudáveis, estudiosos detectaram anormalidades no cérebro daquelas com fibromialgia. O processo de análise incluiu uma tomografia computadorizada que permitiu observar que as mulheres que têm a doença apresentavam alterações no fluxo sanguíneo cerebral. Essa alteração é diretamente proporcional à intensidade da doença.

Outro dado importante levantado pela pesquisa é o de que a alteração no fluxo sanguíneo foi observada na região cerebral conhecida por mensurar a intensidade da dor.

Devido a intensidade da dor provocada pela fibromialgia, muitas pessoas não respondem bem ao tratamento feito com analgésicos convencionais.

Além disso, a medicação aprovada para esse fim tem causado efeitos colaterais como o ganho de peso, por exemplo. Por isso, quem sofre com a fibromialgia pode utilizar uma “estratégia”, onde com certeza não existirá um único comprimido que cure a doença.

Tratando a fibromialgia de modo natural

Existem diversas abordagens para o tratamento natural da fibromialgia. Converse com seu médico sobre essas formas e se informe.

Um programa para esse fim deve fazer atenção aos seguintes quesitos:

1- Eliminando a alergia alimentar

Muitas pessoas com fibromialgia apresentam alergia alimentar e têm redução dos seus sintomas pela eliminação de um ou mais alimentos da sua dieta, como: milho, trigo, laticínios, cítricos, soja e nozes.

Um estudo mostrou que cerca de metade dos pacientes relataram significante melhora das dores cerca de duas semanas após deixarem de ingerir esses alimentos e mais de 75% relataram redução de outros sintomas como enxaqueca, cansaço e distensão abdominal.

2- Identificando o seu tipo metabólico

Passando a se alimentar, de acordo com o seu tipo metabólico, você promoverá uma considerável melhora da fibromialgia. Ajustando a sua dieta para a sua bioquímica individual você estará gerando bem-estar e a sua nutrição correta.

3 – Tratando a ecologia intestinal

Existe uma correlação direta entre fibromialgia e crescimento de fungos (cândida) no trato digestivo. Os pacientes com essa patologia melhoram sensivelmente quando seguem uma alimentação anticândida e utilizam um protocolo direcionado para eliminar esse crescimento de fungos, o que inclui probióticos e medicações antifúngicas.

Segundo o Dr. Carol Jessup, que tratou mais de 1.000 pacientes com fibromialgia, com o uso dessa estratégia probiótica e antifúngicos quando necessária, cerca de 80% dos pacientes com fibromialgia apresentavam candidíase e a maioria deles se recuperou da fibromialgia ao eliminar a candidíase.

4 – Hormônio tireoidiano

Um dos componentes da fibromialgia é a disfunção da tireoide, e segundo as pesquisas do Dr. John Lowe, especialista em tireoide, pode ser o hormônio tireoidiano o elemento que falta na abordagem terapêutica da fibromialgia e que frequentemente é ignorado.

Cerca de 40% da população apresenta função tireoidiana sub ótima, causando hipotireoidismo ou resistência ao hormônio da tireoide. Isso resulta em manifestações clínicas de fibromialgia, pois muitas vezes os testes laboratoriais para alteração do hormônio tireoidiano não são claros para o diagnóstico e não se correlacionam com outros métodos mais eficientes como a taxa metabólica basal.

5- Exercícios

Os estudos mostram que a combinação de exercício aeróbico e alongamentos podem melhorar, e muito, os sintomas de fibromialgia.

Pesquisadores de Harvard avaliaram que depois da prática de exercícios por 20 semanas, as mulheres apresentaram uma considerável melhora da resistência e da força muscular, havendo também uma atenuação dos sintomas da fibromialgia, tais como a dor, depressão, fadiga e rigidez muscular.

6- Acupuntura

Estudos tem mostrado que acupuntura age nos pontos de alívio de dor, cortando o fluxo sanguíneo nas áreas do cérebro responsáveis por esse sentimento, em segundos. Como consequência, a acupuntura fornece o alívio da fibromialgia por mais de 16 semanas.

7- Vitamina D

Aumentando os níveis de vitamina D você pode tratar, prevenir e até mesmo reverter uma quantidade enorme de doenças, inclusive fibromialgia, segundo o Dr. Michael F. Holick, que publicou o livro sobre os benefícios da vitamina D, "The Vit. D Solution: A3 – Step Strategy to Cure our Most Common Health Problem".

8- Metais tóxicos

Talvez não tenhamos ainda muita noção, mas estamos absorvendo diariamente, seja pela água, pelo ar e por alimentos uma grande quantidade de metais tóxicos que podem induzir, gerar ou simular qualquer doença. Portanto, devemos investigar sempre os níveis dos seguintes metais em nossa alimentação: mercúrio, chumbo, alumínio e cádmio. Muitas vezes, a sua desintoxicação promove a redução ou reversão do quadro clinico da fibromialgia.

9- Terapias nutricionais

Fazer uso de terapias nutricionais contendo vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e cálcio trazem melhoras importantes para os pacientes com fibromialgia.

10- Lítio

Os sintomas de fibromialgia têm melhora significativa quando se associa lítio ao tratamento. Vale destacar que não há nenhum problema em associá-lo à medicação de tratamentos convencionais, que incluem tranquilizantes, antidepressivos e medicações anti-inflamatórias não esteroides (que só mascaram a dor).

Um estudo examinou três mulheres com fibromialgia, que não respondiam ao tratamento convencional. Quando os pesquisadores associaram lítio para o tratamento destas mulheres, as três apresentaram melhoras importantes nos seus sintomas.

Caso decida usar lítio, é importante que inclua o ômega 3 na sua dieta, pois esses ácidos graxos essenciais previnem contra a toxicidade do lítio.

11- Fitoterápicos

Os pacientes com fibromialgia não têm a resposta normal ao estresse. A glândula adrenal é o órgão primário de resposta ao estresse, sendo a córtex adrenal responsável por lidar com o estresse crônico. O córtex adrenal está sob o controle da glândula pituitária que, por sua vez, está sob o controle da parte do cérebro conhecida como hipotálamo.

Esse trio de resposta ao estresse é conhecido como eixo adrenal-pituitária-hipotalamino (HPA). Nos pacientes com fibromialgia, o eixo HPA funciona de forma anormal: o hipotálamo e a pituitária hiper-reagem, e a adrenal não responde como deveria. Isso causa a chamada exaustão de glândula adrenal.

Para normalizar isso, revigorando a glândula adrenal, uma das estratégias de tratamento visa a utilização dos fitoterápicos adaptogênicos. Alguns exemplos são: ginseng coreano (panax ginseng), ashwaganda (withania sommfera) e eleuthero (eleuthero coccus senticosus) que são tônicos e adaptogênicos que também melhoram a resposta do eixo HPA.

Outros sintomas que podem ser percebidos por conta da fibromialgia são a baixa concentração e a falta de memória, circulação anormal cerebral e a dificuldade para dormir.

O uso de Valeriana, ou erva de São João, pode melhorar a qualidade do sono, além de combater a depressão. Por sua vez, a Ginkgo Biloba melhora a circulação incluindo a circulação cerebral, memória e concentração.

Mas, muita atenção! Você só deve usar esse tipo de suplementação fitoterápica se for com a supervisão de um profissional médico especializado e familiarizado com esse tipo de terapia.

Não há cura mágica para a fibromialgia, mas esses tratamentos podem trazer benefícios em termos de suporte e alívio dos sintomas.

Esses tratamentos podem não ser a cura, mas é certo de que esta deve começar por algum lugar!

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Fonte: Dr. Rondó



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