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"Farinha de Grilo": Como esse Produto poderia Aumentar o Consumo de Proteína sem precisar Desmatar Florestas

O nosso consumo de proteínas atualmente está mais relacionado à carne vermelha, frango ou peixe do que a qualquer outra coisa. Acontece que a criação destes animais é uma das grandes vilãs de desmatamentos, crise hídrica e até mesmo do aquecimento global. Sim, aquele seu bife suculento está deixando o planeta cada vez pior.

Mesmo assim, o consumo de carnes é fonte de proteínas, substâncias indispensáveis para a nossa saúde. Mas e se nós tentássemos outras formas de consumi-las?

Dois estudantes da Universidade de Oregon acreditam que a farinha de grilo pode ser uma ótima substituta para nossas dietas. É isso mesmo: farinha de grilo.

A ideia partiu de Charles Wilson e Omar Ellis, que buscavam alternativas mais sustentáveis para o consumo de proteínas.

Os dois perceberam que os grilos têm valores nutricionais bastante similares aos do camarão: muita proteína, cálcio, ferro e vitamina B12.

Mas, como era meio fácil de imaginar que a idéia de comer grilos no almoço não daria certo em culturas ocidentais, eles decidiram congelar os animais, queimá-los e triturá-los, criando uma farinha rica em proteínas e que promete não causar cara feia em lugar nenhum (esqueça o processo que acabamos de descrever).

O uso de insetos na culinária é uma discussão que surge de tempos em tempos - seja em cervejas, como a brasileira Saison de Saúva, criada por cervejeiros paulistas, ou então no menu à base de larvas e grilos de um restaurante premiado na França.

As empresas nos Estados Unidos estão investindo pesado na produção de itens como farinha enriquecida com grilos secos e moídos. A pesquisa de mercado vem ao encontro de um relatório das Nações Unidas, lançado no ano passado, que registra que animais como grilos, gafanhotos e larvas de bicho-de-farinha (um tipo de besouro) são ricos em proteína e aminoácidos e, sim, podem ser consumidos por humanos.

"A única coisa que impede os americanos de comer insetos é uma barreira cultural", explica Megan Miller, fundadora da empresa Bitty, que produz farinhas com insetos. Megan salienta que os insetos "são provavelmente a fonte de proteína mais sustentável que temos no planeta".

A farinha produzida por Megan leva mandioca, coco, tapioca e duas espécies de grilo, que são secos e depois moídos. A empresa também vende vários biscoitos de chocolate feitos com a mesma mistura.

Adeus à soja

A empresa Exo, por sua vez, usou a farinha de grilo para substituir a soja em suas barrinhas de proteína - uma maneira de chamar a atenção do público e adicionar mais nutrientes ao produto.

"A pessoa que desejamos atingir é alguém que se preocupa com a boa forma e nutrição, que se importa com o que está consumindo", diz Greg Sewitz, um dos sócios da marca.

As primeiras barras de proteína foram feitas na cozinha de Greg com grilos assados no forno - "como você faria com qualquer outra carne", explicou. Atualmente, a matéria-prima é criada especialmente para a produção das barrinhas, alimentada com ração orgânica.

O produto já tem competição no mercado: a marca Chapul, também nos Estados Unidos, também vende barrinhas com farinha de grilo adicionadas a ingredientes como cacau, café e pimenta caiena, por exemplo.

Resta saber se o público em geral encarará bem o conteúdo do doce!

Fonte: Hypeness



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