Perca Peso Agora

Exame de Sangue pode Detectar o Câncer em Estágios Iniciais

Uma líder em sequenciamento genético está apostando que pode detectar o câncer em seus estágios iniciais, com base em quantidades minúsculas de material genético que circulam na corrente sanguínea de uma pessoa. Mas especialistas alertam que há muitos obstáculos técnicos para tal aplicação.

Recentemente a Illumina de San Diego, Califórnia, anunciou que formou um empreendimento que vai usar tecnologia de sequenciamento genético para detectar o câncer através de um simples exame de sangue.

Tal “biópsia líquida” iria identificar DNA ou RNA específicos do tumor no sangue antes de uma pessoa começar a apresentar os sintomas.

Embora muitas empresas estejam trabalhando com essa tecnologia, o anúncio que a Illumina fez causou um impacto por causa de seu apoio – US$ 100 milhões em financiamento, com investidores que incluem Bill Gates e o fundador da Amazon, Jeff Bezos.

“É ótimo que as grandes empresas como a Illumina estão finalmente se envolvendo”, diz Victor Velculescu, geneticista do câncer na Hopkins University Kimmel Cancer Center, em Baltimore, EUA. Ele fundou uma empresa chamada Personal Genome Diagnostic, que oferece rastreamento genético de tumores em pessoas que já tenham recebido um diagnóstico de câncer para ajudar a orientar o seu tratamento.

A nova empresa, chamada GRAIL, vai tentar estender a tecnologia, procurando por sinais genéticos de câncer em pessoas que são aparentemente saudáveis.

Busca assustadora

Pesquisadores têm sido encorajados em parte pelo enorme sucesso da triagem pré-natal não invasiva , em que o DNA fetal que circula no sangue da mãe está marcado para anomalias genéticas. O mercado global de triagem pré-natal não invasiva é estimado em mais de US$ 500 milhões, e está crescendo rapidamente.

“Praticamente todas as empresas que desenvolveram testes pré-natais não-invasivos já estão percebendo que talvez possam modificar os seus testes e aplicá-los ao câncer, que é um mercado muito mais lucrativo”, diz Bert Vogelstein, um geneticista de câncer na Universidade Johns Hopkins e um assessor da Personal Genome Diagnostics.

Uma empresa, a Pathway Genomics, de San Diego, Califórnia, disse no ano passado que iria comercializar um teste de detecção de câncer diretamente aos consumidores. Mas em setembro, a US Food and Drug Administration advertiu a empresa que não tinha fornecido provas suficientes de que o teste era válido.

A Illumina estima que o mercado para um teste de triagem de câncer realizado uma vez por ano em adultos saudáveis pode ser de US$ 20 a US$ 100 bilhões, dependendo do quão bem ele funcione.

A empresa pretende comercializar um teste em 2019 que iria verificar muitos tipos de tumores. Alcançar este objetivo exigiria uma série de avanços técnicos. Embora cerca de 10% do DNA no sangue da mãe venha do feto, de acordo com estimativas, tão pouco como 0,01% de DNA circulante em uma pessoa com câncer assintomático pode vir de um tumor.

Detectar o DNA sem gerar um número inaceitável de falsos positivos será extremamente difícil.

Também não é claro o quanto de informação o DNA flutuante livre pode dar sobre a localização de um tumor no corpo. E ainda é preciso que seja demonstrado se um teste genético seria capaz de discriminar cânceres letais, que precisam de acompanhamento imediato, de cânceres não-letais, que não apresentam risco.

A incapacidade dos métodos de triagem existentes, como a mamografia para fazer tais distinções provocou debates acalorados entre médicos e especialistas em políticas de saúde.

Ensaios posteriores

Dennis Lo, um patologista químico da Universidade Chinesa de Hong Kong e um co-fundador da Cirina, uma empresa que está desenvolvendo exames de sangue para detectar o câncer, diz que a GRAIL poderia ajudar a resolver alguns destes problemas.

Nos últimos 4 anos, os pesquisadores demonstraram que o DNA de tumores circulantes no sangue pode ser detectado através de sequenciamento genético e que o tal DNA tem características diferentes do DNA normal, o que pode torná-lo mais fácil de detectar, podendo ser possível utilizar este DNA da circulação para identificar a localização de um tumor.

No entanto, continua sendo analisado se esses e outros avanços podem ser incorporados em um teste que forneça informações úteis para as pessoas aparentemente saudáveis e seus médicos. Richard Klausner, ex-chefe do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos e um dos diretores da GRAIL, diz que a empresa vai investir nos grandes ensaios clínicos que são necessários para mostrar que o método é uma melhoria sobre métodos de rastreio atualmente disponíveis.

“A GRAIL vai realizar os estudos clínicos mais importantes e extensos para responder as perguntas importantes sobre os riscos e benefícios destes testes”, diz Klausner.

E que esses testes evoluam bem rápido para que logo possamos ter acesso a esse novo método de detecção precoce de uma das doenças que mais cresce ao redor do mundo!

Fonte: A Geração Ciência



Receba Dicas de Saúde Grátis

Tenha uma vida mais saudável com nossas melhores dicas e novidades.

Compartilhar no Facebook