Perca Peso Agora

Ex-Alunos da USP desenvolvem Equipamento que Reduz Custo de Exames de Visão

Três pesquisadores brasileiros, ex-alunos da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, desenvolveram um equipamento que pode reduzir em até 10 vezes o custo dos exames de retina e ampliar o acesso às avaliações oftalmológicas preventivas.

Com a invenção do SRC – Smart Retinal Camera, um retinógrafo portátil, eles ganharam o primeiro lugar na seleção dos concorrentes que vão participar, nos próximos dias em Berlim, do final do The Falling Walls Lab, evento mundial que reúne as 100 melhores ideias de inovação científica em benefício da humanidade.

O produto, no entanto, ainda precisa passar por testes clínicos. A expectativa dos pesquisadores é de que todas as etapas para a colocação e comercialização no mercado ocorra até o primeiro semestre de 2018.

Um dos integrantes da equipe, o físico Diego Lencione explicou que o aparelho consiste em um conjunto ótico e eletrônico que, acoplado a um smartphone de boa qualidade, permite obter imagens de alta resolução do fundo do olho. Ele garante que a qualidade é tão boa quanto a captura tradicional, feita por meio de equipamentos mais complexos e que estão disponíveis apenas em clínicas especializadas de oftalmologia.

A grande vantagem, completou o pesquisador, é que esse procedimento com a miniatura do retinógrafo não precisa ser manejado por um profissional especializado e tem um custo ”10 vezes menor do que o convencional”.

Isso facilita, principalmente, a vida de comunidades carentes que vivem distante dos grandes centros urbanos e não contam com clínicas especializadas.

“O resultado das imagens pode ser enviado para a avaliação de um atendimento de excelência em oftalmologia e, com isso, obter um laudo remoto de alto nível técnico”, acrescentou.

Diagnóstico precoce

Lencione lembrou a importância do diagnóstico precoce. “Fazer a triagem de pessoas com problemas de retina e encaminhá-las o quanto antes para tratamento pode evitar danos mais sérios no futuro”, afirmou. Segundo o pesquisador, dados da Organização Mundial da Saúde mostram que 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados por meio de métodos de prevenção e tratamento.

Apesar de existirem no Brasil mais de 6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, a maioria das cidades (85%) não conta com oftalmologistas, observou, em nota, o pesquisador José Augusto Stuchi. Graduado em engenharia de computação, curso oferecido em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação e pela Escola de Engenharia de São Carlos, ele é um dos autores do projeto.

Além da facilidade de transporte do aparelho, para o uso em campanhas de saúde em lugares distantes, onde não há retinógrafos, o tamanho reduzido pode ser muito útil no atendimento às crianças, disse Stuchi. Ele lembrou que as crianças costumam ter maior dificuldade de se posicionar corretamente com a testa, o queixo e a cabeça em frente ao aparelho convencional.

“Diagnosticar desde cedo uma doença possibilita que você previna e trate o paciente para que ele não fique cego. Por ano, 500 mil crianças perdem a visão no mundo e 80% de todos os casos de cegueira do planeta são evitáveis”, afirmou o pesquisador.

Motivador

Stuchi contou que o projeto surgiu há dois anos com a atuação dele, de Diego Lencione e do eletricista Flavio Vieira. O grande motivador foi o irmão de Diego que tinha problemas de visão causado por deslocamento de retina.

Para desenvolver o produto, os três fundaram a startup Phelcom, em março deste ano, e contaram com financiamento do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Muito bacana! Esse tipo de inovação merece ser compartilhada!

Fonte: Isto é



Receba Dicas de Saúde Grátis

Tenha uma vida mais saudável com nossas melhores dicas e novidades.

Compartilhar no Facebook