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Estudo Mostra que o Uso de Aspirina Reduz o Risco de Câncer Gastrointestinal

Um grande e longo estudo realizado por pesquisadores de Harvard, foi apresentado na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa de Câncer (do inglês, Association for Cancer Research – AACR), realizadana Philadelphia, EUA. O estudo vem mostrando que o uso regular da aspirina pode diminuir moderadamente o risco de alguns tipos de câncer gastrointestinais.

A aspirina ou ácido acetilsalicílico, é um dos medicamentos mais conhecidos e consumidos em todo mundo, tendo sido descoberta há mais de 100 anos atrás. Ela possui ação anti-inflamatória, através da redução de substâncias no corpo que causam dor, febre e inflamação. Às vezes ela também é usada para tratar ou prevenir ataques cardíacos, derrames e dores no peito.

Segundo Yin Cao, Pesquisadora da Escola de Saúde Pública de Harvard e co-autora do estudo, “Estudos anteriores sobre a aspirina e o câncer foram limitados devido ao seu tamanho, tempo de duração ou pela capacidade de analisar o uso da aspirina no contexto de outros fatores de estilo de vida”. Para ela, sua pesquisa fornece informações críticas sobre a constatação completa dos benefícios potenciais do uso da aspirina, na faixa de doses, tempo e duração de uso, dentro de uma grande população de indivíduos.

Cao e seus colegas consideraram os dados recolhidos a partir de mais de 100.000 homens e mulheres que se inscreveram em estudos separados na década de 1980. Os investigadores encontraram um total de 5% da diminuição do risco para todos os tipos de câncer em pessoas que relataram tomar 2 ou mais comprimidos de aspirina por semana.

Este decréscimo foi impulsionado principalmente por uma redução de 20% no risco para cânceres gastrointestinais (incluindo uma queda de 25% no risco de câncer colo-retal).

Não houve redução no risco para câncer de mama, de próstata avançado, pulmão, ou outros tipos de câncer não-gastrointestinais associados com o uso de aspirina, acrescentou Cao.

Alguns estudos já realizados haviam coletado dados sobre câncer em relação ao uso de aspirina, mas o estudo de Harvard seguiu mais pessoas por um longo tempo (até 32 anos). Cao e seus colegas mostraram que as reduções do risco para desenvolvimento de câncer só vieram depois de 16 anos de uso da droga, e os efeitos, foram eliminados 4 anos após a interrupção do uso de aspirina. “Dose e duração estão interligados”, disse Cao.

Yin Cao deixa bem claro que o uso prolongado da aspirina, além de diminuir os riscos de câncer gastrointestinais, também pode trazer efeitos maléficos, dentre eles, hemorragia gastrointestinal.

Ela acrescentou que sua equipe, que inclui pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, está agora trabalhando para caracterizar geneticamente subgrupos de pacientes que podem apresentar uma resposta reforçada a longo prazo, do uso de aspirina regular com relação ao câncer.

Fonte: A Geração Ciência



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