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Essas Dicas Vão Ajudar Muitos Pais Que Lutam Com Seus Filhos Durante As Refeições

A alimentação durante o desenvolvimento infantil é algo tão preocupante que alguns pais chegam a permitir que seus filhos controlem o ambiente desde que se alimentem, porém, é imprescindível lembrar que um organismo com fome, alimenta-se de qualquer comida.

Assim, alimentar-se também é um aprendizado estabelecido principalmente através da tranqüilidade do adulto, bem como a oferta dos alimentos dentro da cultura familiar.

Nos dias iniciais da vida do bebê, a sensação de fome quando ocorre é tão intensa e desconfortante que o bebê chega a contorcer todo o corpo e não consegue conter seu choro.

Se o adulto, nesses primeiros momentos se demonstra ansioso, apreensivo, incomodado, o bebê faz esse registro e usará o comportamento que fez esse adulto a se mover (choro, contorcionismo) para ter a atenção do mesmo, pois o bebê (como todo ser humano) também tem fome de atenção.

Para que o bebê desenvolva um bom apetite é primordial que a mãe tenha hábitos alimentares saudáveis, além da ingestão de muita água e líquidos em geral, afim de que o organismo produza adequada quantidade de leite para o bebê.

Outro aspecto importante é a postura a qual o bebê será alimentado, pois esta influencia (facilita ou complica) o desenvolvimento adequado do trato digestivo.

A postura correta do bebê ao ser amamentado é com a cabeça apoiada na dobra do cotovelo, de frente para a mãe, com o tronco inclinado, sendo a cabeça num ângulo superior às pernas e pés.

A face do bebê precisa estar de frente ao mamilo, para que o mesmo possa encaixar-se por inteiro em sua boca, evitando assim as rachaduras ou a postura inadequada da mama, o que pode comprometer a estética da mesma na mãe.

O estômago do bebê deve ficar na mesma altura do estômago da mãe, pois além deste fator fortificar os músculos necessários para a mãe, inclusive para a estética da sustentação dos músculos do seio, mas principalmente para todo o movimento de atendimento à criança, esta postura liga os timos (glândula auxiliadora da imunidade, que existe no ser humano até os 6 anos e “ritualmente” responsável pela intimidade).

Caso não seja possível sustentar o bebê nos braços, é preciso acomodá-lo de forma mais similar possível à postura expressa acima.

Importante também lembrar que se o bebê é alimentado através de mamadeira desde os seus primeiros dias, um intervalo no meio da mamada auxilia a retenção do alimento, assim como acontece na alimentação pelo seio materno.

Os primeiros sorrisos do bebê estão vinculados a sensação de saciedade depois da alimentação, assim como as primeiras concepções relacionadas às noções de tempo e espaço também se ligam aos momentos de refeição.

Desta forma, sua relação com o mundo estabelece-se a partir da sensação de prazer (saciedade) e desprazer (fome, sono, fralda cheia). Se as situações de saciedades baseadas na alimentação, higiene ou aconchego forem mais intensas e significativas que as de desprazer, a criança será mais tranqüila, bem como a formação psíquica estruturar-se-á dentro dessas primeiras impressões e construções. Assim como o contrário.

Enfatiza-se também que a situação de prazer está relacionada a uma redução de estímulos (o bebê centra-se no ato de mamar, relaxar por abster-se dos demais estímulos e adormece) e a de desprazer há uma intensidade de estímulos excessiva. Estar atento a quantidade de estímulos que o bebê está envolto no momento da alimentação é essencial, pois a criança “relaxa quando o ambiente está propício.”.

Com o tempo, o anseio de alimento cede lugar às variações de apetite. Num primeiro momento, o bebê precisa aprender a comer, a mastigar (mesmo sem a primeira dentição), a impulsionar o alimento para dentro de sua boca, pois nas primeiras “colheradas” o reflexo natural é colocar para fora da boca. Assim, todo o carinho e paciência são necessários nos primeiros ensaios alimentares.

Após aprender a saborear, outro aprendizado muito significativo é em relação a quantidade a ser ingerida e por isso deve-se iniciar com uma quantidade pequena, aumentando progressivamente e observar, pois logo a criança demonstrará o seu limite e apetite. Os bebês que apresentam refluxo ao nascer precisam de um cuidado ainda maior.

Depois do aprendizado de alimentar-se, o bebê tende a comer bem e ser bastante curioso ao ver o adulto comendo. O cuidado de não oferecer alimentos inadequados à idade específica de cada bebê evita muitos desconfortos.

A sensação de vontade para determinado alimento é do adulto, visto que o bebê ainda não conhece muitos sabores, tudo que lhe é dado ele levará à boca, pois está observando o mundo e ao adulto.

Outro aspecto relevante é a oferta de alimentos ao natural. Não há necessidade de acréscimo de açúcares ou muito sal ou tempero para crianças até 1 ano.

Para a construção de um paladar refinado, é sugerida a degustação de cada alimento em sua forma mais in natura possível, senão a criança optará por alimentos só doces ou temperados em demasia.

O desmame também ocorre de forma natural a partir do momento que a alimentação for oferecida progressivamente e de maneira adequada.

Cronologicamente, por volta de 16 semanas, o bebê alimenta-se moderadamente e retém bem o que ingere, possuindo preferência por alimentos líquidos.

De 20 a 28 semanas o apetite é irregular e é capaz de adaptar-se ao alimento sólido.

As 36 semanas aumentam seu interesse pelos alimentos, inclusive ao perceber sua preparação, buscando brincar com os mesmos e também segurar a mamadeira.

Brincar com alimento é parte do desenvolvimento da criança, pois sentindo a textura dos mesmos, o bebê está fazendo os registros significativos em sua mente utilizando uma das ferramentas que mais contribuíram para a evolução da espécie: as mãos.

Esses aprendizados encontram-se bastantes vinculados a afetividade. Com 40 semanas é capaz de comer com os dedos, levando-os junto com o alimento à boca.

Aos 15 meses, começa o aprendizado de alimentar-se com a colher, precisando compor movimentos delicados e precisos. Calma, paciência, incentivo da parte do adulto, são os principais auxiliadores neste aprendizado, principalmente porque o bebê continuará utilizando os dedos como ferramentas auxiliares aos talheres.

Aos 2 anos, inicia-se a nomenclatura dos alimentos e a criança passa a definir suas preferências através das cores e formatos dos mesmos, que podem intensificar-se ou simplesmente inexistir conforme os dias.

O incentivo e firmeza do adulto para a apreciação de todo o tipo de comida é fundamental para que a criança não estabeleça somente a seletividade quanto à ingestão de determinados alimentos, mesmo que para isso, seja necessário deixá-la uma refeição sem alimentar-se.

Nesta fase, a criança gosta que a louça combine (talheres, copos, pratos, etc.) e esta preferência pode ser utilizada como estratégia estimuladora às refeições com pratos com desenhos que ficam cobertos com a refeição, ou história que utilizem os acessórios da alimentação como personagens.

Como a criança vive no mundo encantado e nesta idade gosta de repetir o que lhe foi significativo, se gostar da estratégia utilizada, solicitará ao adulto a repetição do que gostou. Criatividade e paciência são essenciais nestas situações.

Um mau comedor pode apresentar característica já às 12 semanas de vida, o que pode ser indício de alterações em seu sistema gastrointestinal, bem como uma maturação mais lenta do mesmo, bem normal em nossa atualidade.

Nesta situação, é essencial a busca de um especialista, procurar alternativas alimentares como: preparo diferenciado dos alimentos no prato da criança, deixando-os com maior quantidade de caldo, porém sempre a estimulando na ingestão do alimento mais sólido (característico de cada idade) para não comprometer o desenvolvimento da formação dentária, pois os dentes precisam morder, sendo esta uma de suas principais funções.

As crianças após os 18 meses que ainda não estiverem adaptadas à alimentação sólida, além de possuírem hiponicidade facial (flacidez na musculatura da face), tende a babar mais e também a morder pessoas ou ainda ficar com as mãos ou outros objetos mais intensamente na boca.

Nas alterações alimentares, um fator observado é a inserção medicamentosa quando necessário, ou mesmo a indisposição física.

A inserção de antibióticos, antialérgicos, broncodilatadores, antiflamatórios ou de outros remédios à rotina de 5 a 10 dias, modifica a alimentação das crianças por cerca de 20 dias, e neste período, a criança passa a se alimentar menos ou até mesmo a evitar a ingestão de alimentos.

Nestas situações também se observa alterações no sono e no humor da criança, deixando-a mais irritada e sensível. Nestes momentos, uma dose a mais de carinho, bem como a inserção maior de líquidos, principalmente de água, água de coco e sucos naturais , auxilia a recuperação da criança fisicamente, bem como a não insistência da alimentação minimiza a situação de stress em casa e/ou na escola.

O leite neste momento pode condensar o muco natural das vias aéreas o que pode fazer a criança vomitar. Assim, o acompanhamento junto ao pediatra é de suma importância, bem como muito carinho e uma alimentação adequada a essa situação, sendo esta mais líquida e com maior inserção de suco de frutas, o que auxiliará a recuperação física e emocional.

Outro fator que pode causar alguma alteração alimentar, principalmente no almoço está relacionado com o horário em que criança acorda no período da manhã e o quê ela come de café da manhã, alimentação esta que pode estar muito próxima a oferta do almoço.

Sendo assim, se a criança acordar por volta das 10:00 horas da manhã, deve-se evitar, por exemplo, a ingestão de uma grande quantidade de leite, o qual por ser muito gorduroso propiciará à criança uma longa sensação de saciedade, prejudicando a alimentação das 12:00 horas. Desta forma aconselha-se diminuir a oferta do leite bem como substituir o mesmo por fruta ou uma pequena porção de pão.

Para um bom desenvolvimento infantil do 0 aos 6 anos, a sobremesa deve ser a base de frutas e nunca deve substituir a refeição.

Também se orienta evitar sobremesas a base de leite, pois o cálcio e o ferro possuem absorção diferente e um prejudica ao outro quando ingeridos juntos. Danoninhos, iogurtes, mingaus são lanches e não sobremesas. A própria mamadeira não deve ser oferecida à criança logo após o almoço e jantar.

Outra preocupação é não habituar a criança a ingerir líquido juntamente às refeições. Para melhor aproveitamento da refeição, o líquido deve ser oferecido 30 minutos antes ou depois da mesma.

Aos 5 anos, a criança já se compromete com a própria alimentação, desde que a mesma esteja inserida em sua rotina, pois entre o brincar e o alimentar-se, preferirá a primeira opção, inclusive tentando brincar com os alimentos, pratos e talheres.

Outro aspecto a ser ressaltado é que, como é a alimentação que traz energia ao desenvolvimento da criança, nesta idade se deve ter horários de alimentação que não ultrapasse 3 horas, pois senão a criança passa a ficar irritada, com muitas alterações de humor quando está com fome.

O mesmo acontece se a alimentação não estiver adequada. Quantidades excessivas de açúcar, papinhas e alimentos industrializados ou leite, causam transtornos alimentares e de humor.

A criança que a partir dos 18 meses permanece com hábito de ingerir leite imediatamente antes de dormir, passa cerca de 40 minutos iniciais de seu sono fazendo digestão, comprometendo a qualidade do sono profundo. O mesmo se a criança acordar para mamar.

O momento de sono precisa estar desvinculado de nossa necessidade alimentar. Assim, muitos dos comportamentos irritadiços de algumas crianças podem estar ligados a fatores como este (dormir mal a noite é um deles), pois o hormônio do crescimento só tem amplo funcionamento no físico da criança durante a noite e em sono profundo. Esse aspecto científico ressalta do ditado popular que cita que a criança que dorme bem e bastante, cresce mais rápido.

Toda a alimentação da criança desde o seu nascimento até o 6 anos passa por várias transformações de necessidades dietéticas, calóricas, mas também é comprometida pelas características psicológicas.

Muitas vezes, os pais relacionam a alimentação à espera de alguém ou da próxima situação, ou mesmo, relacionam a alimentação a passeios.

A criança aprenderá o que lhe ensinarem, por isso é importante os pais e educadores estarem em constante reflexão de suas atitudes e como estas afetam a criança em questão. O importante é ter a alimentação como algo prazeroso, interligado à saúde física e mental e não relacionado à troca ou barganha de outros comportamentos.

Ressalta-se que as crianças que demonstram nojo, receio em pegar ou manusear alimentos, este comportamento pode ser conseqüência da exigência demasiada em alguns movimentos ou regras no momento de alimentação, e necessitam de atenção e cuidado.

Como os desejos mais essenciais e profundos do bebê e da criança têm a ver com o alimento e o sono, os seus horários diários de comer e dormir assumem um grande significado psicológico.

Assim, estes horários de sono e alimentação, são grandes organizadores da rotina e da saúde mental da criança em seus primeiros anos de vida. Se o alimento é dado ao bebê com afetividade, ele apreciará este sabor, ou senão, o vinculará a uma experiência desagradável, ou mesmo, a ansiedade de comer para fazer algo.

Aos 12 meses, a criança adquire a capacidade de comer com os dedos antes de comer sozinho com a colher e muitas vezes, também retirando a comida da boca para olhá-la e colocá-la novamente. Este comportamento expressa uma busca de autonomia e não de falta de educação.

Os meninos geralmente são mais independentes e exigentes nesta idade, querendo alimentar-se com as mãos e sozinhos. Nestas situações, cabe ao adulto responsável estar sensível a este aprendizado, mas demonstrar, através de sua postura alimentar, elogios e orientações, a forma considerada socialmente aceitável da alimentação.

Aos 21 meses, gosta de ter os esquemas repetidos (mesmo babador, mesmo prato, mesma colher, mesmo lugar de sentar), e se ela visualizar a sobremesa, não almoçará mais.

Aos 2 anos, durante as refeições, a criança volta a aceitar ajuda e prefere comer um ou outro alimento com as mãos. Assim, é primordial permitir que a criança deguste as saladas de couve flor, brócolis ou outras que possuem uma textura conveniente para as mãos.

Depois, aos 2 e 3 anos, querem ganhar comida na boca, mas é o momento do adulto ressaltar as conquistas já adquiridas e instigar a criança a alimentar-se sozinha.Neste período, a criança ainda relaciona a refeição imediatamente ao sono.

A partir dos 3 anos, a criança alimenta-se sozinha e os rituais são menos rígidos. A carne, leite e frutas são alimentos preferidos. As hortaliças vão sendo aos poucos novamente aceitas. Gosta de cooperar e de ter rotina, mas também pode se utilizar de vômito voluntário e brusco em situações de tensão ou pressão psicológica.

A paciência vinculada à firmeza (não forçar a comer, mas também não substituir os alimentos) e principalmente o afeto como norteador, pois se os adultos responsáveis tiverem a tranqüilidade de esperar que a criança perceba que o alimento foi preparado para ela com carinho e este será o alimento que ela ingerirá sem substituição, juntamente no horário da refeição, ou posteriormente sozinha, (reforça-se: sem substituições), a criança passará a se alimentar de forma adequada e não tentará trocas.

Aos 3 anos e meio, gosta de repetir os mesmos alimentos com fúria, recusa outros e bebe o leite bem depressa. Demoram a comer, e desafiá-la neste sentido com brincadeiras, pode auxiliar na minimização deste tempo da refeição. Exemplificando desafios: “será que a criança consegue comer tudo?”, ou “quem da mesa terminará a refeição completa sem deixar alimentos no prato?”.

Depois dos 4 anos, por conhecer a maioria dos paladares, possui sua preferência alimentar, algumas crianças, dependendo da relação com o adulto, buscam negociar as refeições, mas essa negociação só acontecerá se o adulto a permitir. Se o adulto tiver clareza de que algumas situações (sono, banho, alimentação, escola), não se negociam, criança tentará algumas poucas vezes, mas não insistirá. Porém se o adulto ficar justificando sua atitude, a criança utilizará as “armas” que lhe derem e usará seu intenso vocabulário e sua astucia, encanto, perspicácia e todos os comportamentos que já aprendeu, para conseguir o que deseja.

Assim, toda a organização alimentar é construída através do desenvolvimento humano mediado pelo adulto que ensinou o bebê a se alimentar. Na primeira etapa da construção alimentar “O bebê come para dormir e acorda para comer".

Com o crescimento, a criança não quer parar para comer, pois a brincadeira é mais interessante e estimulante. Neste aspecto é primordial que os horários das refeições também sejam prazerosos e recheados de afetos, sendo a refeição um episódio tão interessante quanto às brincadeiras.

As crianças que freqüentam a escola em período integral, normalmente alimentam-se bem e de forma adequada, principalmente porque a rotina e o estimulo de todo o grupo é constante. Já nos finais de semana, os pais relatam que ocorre uma série de dificuldades neste sentido. Assim, se a família consegue priorizar os horários e rotinas das refeições similares ao escolar, num ambiente tranqüilo e estimulante ao alimentar-se em conjunto, essas dificuldades tendem a ser mais pontuais e a criança corresponderá a expectativa de boas refeições nos finais de semana.

Fonte: http://rrclinicapsi.com.br/a-importancia-da-alimentacao-de-zero-a-seis-anos/



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