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Durma para entrar em forma

Quer uma dica para ter ânimo para se exercitar, manter o peso ideal e ainda não cair na tentação de comer de madrugada? Durma, durma bem. Longe de ser desperdício de tempo, uma boa noite de sono traz qualidade de vida, colabora no emagrecimento, recupera as energias para as atividades e ainda ajuda a ter hábitos alimentares mais saudáveis.

Malhar exaustivamente e abrir mão repetidamente de dormir em média de cinco a dez horas – a depender de cada organismo – para ir à academia pode não ser a melhor atitude para quem busca um corpo perfeito.

Entre as funções do sono estão a restauração dos processos químicos e físicos do organismo efetuados durante a vigília e a recuperação da energia corporal.

“A atividade física e o sono são atitudes extremamente ligadas. Todos os aspectos sistêmicos que expomos durante o curso do dia, como os hormônios e a energia, são revitalizados durante a noite”, explica o fisioterapeuta Péricles Thadeu Machado.

“Se não houver uma recuperação na mesma proporção se chega ao overtraining – o acúmulo de degaste. Com passar de semanas se entra no que chamamos de "destreino" – por mais que se treine, vai se perdendo rendimento”, conta.

O fisioterapeuta detalha que as reservas energéticas, como o glicogênio e o carboidrato, são recuperadas durante a noite, assim como os hormônios – entre eles, o do crescimento (atua no desenvolvimento da massa muscular) – e a parte proteica. “Não ter uma boa noite de sono é dar um tiro no pé”, compara.

Partindo do princípio de que o corpo precisa de proteína para desenvolver a musculatura, se não houver essa recuperação de glicogênio durante o sono, o organismo amanhece sem reserva – e, ao ser estimulado, *o músculo se utilizará da sua própria proteína e aminoácidos para reverter em energia para os exercícios&&. “Assim se começa a perder massa magra ao invés de ganhar”, diz *Machado.

Estresse

Outro fator é que, ao dormir mal, também há a diminuição da liberação do hormônio leptina, da insulina e do aumento na produção do cortisol.

A leptina é responsável pelo controle da saciedade e, sendo assim, com a queda no nível, o corpo pede mais carboidratos.

Já com menor liberação de insulina, o aproveitamento da glicose fica prejudicado. Para finalizar, o aumento do cortisol propicia aumento do estresse e alteração no humor.

E para aqueles que são adeptos de malhar tarde da noite ou na madrugada, nas academias 24 horas, o profissional ressalta que é durante a noite que o corpo se manifesta com mais potencialidade, devido ao relógio biológico do ser humano ser controlado pelo claro/escuro. “Mas se você malha regularmente à noite e há a reposição do sono, o corpo se adapta a essa nova rotina e não há prejuízo”, avalia.

Dormir tarde tem relação com dieta menos saudável

Um estudo da Universidade de Northwestern (EUA) detectou que pessoas que dormem mais tarde tendem a adotar cardápios menos saudáveis.

Os cientistas pesquisaram a relação entre tempo de sono, dieta e exercícios. Entre o grupo estudado estavam 96 pessoas, de ambos os sexos, de 18 a 50 anos, que afirmaram dormir menos de seis horas e meia por noite.

Monitorados por aparelhos, os participantes tiveram seu sono e suas atividades relatadas. E a análise revelou que os que dormiam mais tarde comiam menos vegetais e mais fast foods – e eram menos ativos fisicamente. Ou seja, investir no sono representa um ganho na melhora do bem-estar e da forma.

A falta de sono leva à necessidade de ingestão de açúcares, consumo compulsivo e excessivo de comida, o que afeta no processo de emagrecimento.

Para Machado, o corpo precisa de regras e, quando se malha periodicamente, há uma melhora na qualidade do sono. E a atividade física controla a ansiedade, que muitas vezes é a responsável pelos lanches noturnos e pelo excesso de alimentos.

Fonte: A Cidade On



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