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Doença Conhecida por Menos de 10% da População Mata Mais que Infarto e Câncer de Mama

Estimativa é de 400 mil casos por ano no Brasil, que acarretam cerca de 200 mil óbitos e elevados custos financeiros para o país

Desconhecida por 93% da população brasileira, de acordo com dados do Datalha para o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), e erroneamente conhecida como infecção generalizada ou falência múltipla dos órgãos, a sepse é uma síndrome que pode ser definida como resposta grave do organismo a uma infecção. Desses 7%, apenas 42% conseguiram definir corretamente.

O objetivo do ILAS em relação à pesquisa é traçar ações para a conscientização da população sobre um dos mais graves problemas da Brasil e do mundo: a sepse.

Os dados serão apresentados durante o XII Fórum Internacional de Sepse, que acontece essa semana (28 e 29 de maio), no Caesar Business Vila Olímpia, em São Paulo.

“A sepse é um importante problema de saúde pública no mundo, com estimativa de 400 mil casos/ano no Brasil, que acarretam cerca de 200 mil óbitos e elevados custos financeiros para o país”, disse o médico infectologista Dr. Reinaldo Salomão, presidente do ILAS.

Em contrapartida, 98% de todos os entrevistados sabiam o que era infarto do miocárdio e 88% souberam responder quais eram os sintomas. “Infelizmente nosso país tem uma das maiores mortalidades de sepse do mundo.

Alguns estudos epidemiológicos mostraram que a mortalidade brasileira por sepse é maior do que a de países economicamente semelhantes, como a Índia e a Argentina”, lamentou o médico intensivista Dr. Luciano Azevedo, membro da diretoria do ILAS.

Segundo Azevedo, não se sabe muito bem os motivos pelos quais as taxas no país são tão altas, mas acredita-se que uma das razões seja devido ao pouco conhecimento da população sobre a síndrome.

“Além disso, os profissionais de saúde que atendem os pacientes sépticos, seja nos prontos-socorros, enfermarias ou UTIs, também têm dificuldades no reconhecimento rápido da síndrome e de suas disfunções orgânicas, sendo assim, o diagnóstico de sepse é feito de forma atrasada e as horas iniciais são importantíssimas para o tratamento com antibioticoterapia e reposição volêmica”, acrescentou.

    Sepse é uma condição com risco de vida, que ocorre quando um agente infeccioso - tais como bactérias, vírus ou fungo - entra na corrente sanguínea de uma pessoa. A infecção afeta todo o sistema imunitário, o que então desencadeia uma reação em cadeia que podem provocar uma inflamação descontrolada no organismo. Esta resposta de todo o organismo à infecção produz mudanças de temperatura, da pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração. As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico. A sepse requer cuidados médicos imediatos. 

Fonte: Administradores



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