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Doença Cardíaca Pode estar Ligada ao Consumo de Alimento Enlatado

Estudo recente confirmou que humanos com alta concentração do químico bisfenol A (BPA) na urina podem ter um aumento de risco de doença cardíaca.

O bisfenol A é um composto químico que pode ser encontrado em plásticos que apresentam em sua composição o policarbonato e em revestimentos internos de latas que condicionam alimentos. De óculos de sol a acessórios de automóveis, produtos com BPA estão por toda parte.

Os pesquisadores observaram uma alta correlação entre a exposição ao BPA (através de alta concentração urinária) e a incidência de doença coronariana em período de dez anos de seguimento, mostrando um resultado similar ao de outro estudo publicado em 2010.

Muitas pessoas ainda pensam que o BPA é encontrado somente nos plásticos, porém alimentos enlatados também têm demonstrado uma alta concentração desse químico.

Infelizmente, a utilização do BPA é muito comum nas embalagens de alimentos e bebidas, assim como em recipientes.

Outro estudo demonstrou que segurar um papel tipo térmico (como os usados como recibo) por um período de cinco segundos foi o suficiente para transferir BPA para a pele, provendo um aumento de 10 vezes dessa absorção em caso onde os dedos estavam molhados ou engordurados.

Fique atento aos efeitos do BPA!

Quando comparado a um grupo que consumia sopa feita na hora e com produtos frescos, a urina daqueles que consumiram sopa enlatada por 5 dias demonstrou um aumento de 100% de BPA.

Fato é que o BPA é um desregulador endócrino. Isso significa que ele mimetiza ou interfere em seus hormônios comprometendo o seu sistema endócrino, como as glândulas que regulam o humor, o crescimento, o desenvolvimento, a função tecidual e o metabolismo, assim como a função sexual e o processo reprodutivo.

Além disso, o químico pode levar a erros cromossômicos no desenvolvimento fetal, causando abortos espontâneos e lesão genética. Há fortes evidências de que o BPA também promove diminuição da qualidade dos espermatozóides, puberdade precoce, estímulo de desenvolvimento em glândula mamária, câncer e doença cardíaca, entre outros problemas de saúde.

Pesquisadores encontraram também associação entre o BPA e a obesidade geral na população adulta americana.

Então, como evitar essa contaminação?

O BPA já foi banido de mamadeiras. Mas, além desse cuidado deve-se evitar também:

  • brinquedos que contenham o BPA em seu processo de fabricação;
  • alimentos enlatados e refrigerantes em lata;
  • todos os plásticos que contenham BPA;
  • recibos e comprovantes que usem impressão térmica.
  • trocar os recipientes de plástico por recipientes de vidro, aço inoxidável ou recipientes de porcelana;
  • nunca aquecer alimentos em recipientes de plástico no microondas;
  • não usar copos de plástico para ingerir bebidas alcoólicas;
  • ler atentamente a embalagem dos alimentos industrializados antes de comprar para verificar a presença de BPA no revestimento, pois muitos alimentos são tratados térmicamente depois de embalados e no caso de alimentos como molho de tomate a sua acidez favorece à transferência de maiores quantidades de BPA do revestimento para o alimento;
  • verificar a informação no fundo dos recipientes de plástico. Ao lado do simbolo de reciclagem há um número que se for 3, 6 ou 7 possui maior toxicidade;
  • no caso de equipamentos para bebês, é importante procurar produtos e utensílios isentos de BPA;
  • respeitar a data de validade dos produtos embalados incluindo água, refrigerante, loção ou mesmo sabonete líquido. Quando se tratar de produtos que duram muito tempo, como óleo de bebê ou elixir bucal por exemplo, transfira-os para garrafas de vidro ou distribuidores de cerâmica.

Como é impossível eliminar tudo isso de sua rotina, é importante que você tenha o hábito de sempre lavar as mãos após pegar recibos e comprovantes e fique atento caso tenha passado loção nas mãos ou esteja com elas engorduradas ou molhadas, pois isso aumenta, e muito, a sua exposição ao BPA.

    A HISTÓRIA DO BISFENOL A

    O bisfenol A foi sintetizado como estrogênio sintético pela primeira vez em 1891, na Rússia, mas como existiam outros estrogênios artificiais mais potentes, ele foi esquecido. Em 1930, voltou a ter suas propriedades investigadas e em 1950 fez seu retorno aplicado em policarbonatos usados para fabricar garrafas plásticas e para revestir o interior de latas de refrigerante. Nos anos 1970, surgiram as primeiras suspeitas sobre seus malefícios. Mesmo assim, sua aplicação em plásticos só aumentou, e hoje em dia é onipresente em produtos feitos de policarbonato transparente, além de ser um negócio altamente lucrativo. Estima-se que cerca de 90% das pessoas têm BPA no organismo.

Referências bibliográficas: – Plos One 2010 Jan 13; 5 (1): e 8673 – Environmental Research 2011 Aug; 111(6): 825-30 – The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism 2012 Feb; 97(2): E223 7 – Jama 2011 Nov 23; 306 (20): 2218-20 – Circulation Feb 21, 2012 – Environmental Science and Technology 2011 Aug 15; 45 (16) : 6761-8

Fonte: Dr. Rondó



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