Perca Peso Agora

Do que é feita uma "Vida Boa"? Lições do Mais Longo Estudo sobre Felicidade

Este não será um texto sobre qual remédio tomar para se ter uma vida ótima. Mas sim o que fazer para que isto aconteça. Através da palestra do psiquiatra Robert Waldinger, que foi diretor de um estudo de 75 anos sobre o desenvolvimento de adultos, poderemos chegar a conclusão do que realmente importa para que tenhamos um vida mais feliz.

Em sua palestra, publicada no TED, ele faz algumas reflexões sobre nossas vidas, baseado no longo estudo que ajudou a dirigir. E aqui está o resumo destas indagações:

Enquanto passamos pela vida, o que realmente nos deixa feliz? O que nos torna saudáveis? No que gastamos tempo e energia?

Em uma pesquisa com a Geração Y (nascidos entre 1978 e 1990), 80% deles disseram que o maior objetivo de suas vidas é ficar rico. E outros 50% dessas pessoas disseram que outro objetivo era ficar famoso. E para que isto aconteça, temos que valorizar o trabalho, dar o nosso melhor, a fim de conseguir uma boa vida.

Robert Waldinger pergunta: “E se pudéssemos estudar as pessoas desde sua adolescência até a velhice para ver o que realmente mantém as pessoas felizes e saudáveis?”

Nós fizemos isso. O Estudo de Desenvolvimento Adulto, de Harvard, é possivelmente o estudo mais longo sobre a vida adulta que já foi feito. Durante 75 anos, nós acompanhamos as vidas de 724 homens, ano após ano, perguntando sobre seus trabalhos, vidas domésticas, saúde e, claro, perguntando o tempo todo, sem saber como as histórias de suas vidas seriam. Por meio de uma combinação de sorte e persistência de várias gerações de pesquisadores, este estudo sobreviveu.

Aproximadamente 60 dos nossos 724 homens originais ainda estão vivos, e participam do estudo. Nós fomos às suas casas e entrevistamos seus pais. E então esses adolescentes se tornaram adultos que seguiram diversos caminhos na vida.” O estudo foi feito com o próprio indivíduo, em suas casas, com informações médicas, coletando sangue, escaneando cérebros, falando com seus filhos, filmando conversas com suas esposas sobre as suas maiores preocupações.

Então o que se aprende com esses estudos? Quais as lições que são extraídas de dezenas de milhares de páginas de informação sobre essas vidas?

Essas lições não são sobre riqueza, fama ou trabalhar mais e mais. A mensagem tirada desse estudo é: “bons relacionamentos nos mantêm mais felizes e saudáveis. Ponto final”.

De acordo com Waldinger, foram aprendidas 3 lições sobre relacionamentos.

  • A primeira é que “conexões sociais são muito boas para nós, e que a solidão mata”. Pessoas conectadas socialmente com a família, amigos, são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais do que as pessoas que são mais isoladas.

  • A segunda grande lição é que “não é apenas o número de amigos que você tem, e não é se você está ou não em um relacionamento sério, mas sim a qualidade dos seus relacionamentos mais próximos que importa”. Viver em meio a conflitos é ruim para a nossa saúde. Casamentos muito conflituosos, por exemplo, sem muito afeto, podem ser muito ruins para a nossa saúde, talvez até pior do que se divorciar. E viver em meio a relações boas e reconfortantes nos protege.

  • E a terceira grande lição sobre relacionamentos e nossa saúde é que “relações saudáveis protegem não apenas nossos corpos, mas também nossos cérebros". Estar em um relacionamento estável com outra pessoa aos 80 anos é algo protetor, pois elas sentem que podem contar com outra pessoa em caso de necessidade e têm suas memórias preservadas por mais tempo. Por outro lado, as pessoas que não podem contar com os seus parceiros acabam tendo declínio de memória mais cedo.

Então, é uma sabedoria antiga dizer que relações próximas e saudáveis são boas para a saúde e o bem-estar.

E por que será que é tão difícil assimilar este conceito e tão fácil de ignorá-lo? Bem, somos humanos. Um conserto rápido, é o que gostaríamos, algo que poderíamos obter que tornaria nossas vidas boas e as manteria assim.

A Geração Y naquela pesquisa, estava se tornando jovens adultos, que acreditavam que fama, riqueza e grandes conquistas eram o que eles precisavam correr atrás para ter uma boa vida. Entretanto, repetidas vezes, ao longo desses 75 anos de estudo, o que se tem visto é que as pessoas que se deram melhor foram as bem relacionadas com a família, os amigos e com a comunidade.

“E você? Digamos que esteja com 25, 40 ou 60 anos. Que tal buscar o que os relacionamentos têm a oferecer? Bem, as possibilidades são praticamente infinitas. Pode ser algo tão simples quanto trocar o tempo vendo TV por tempo com pessoas, ou reviver uma relação antiga fazendo algo novo juntos, longas caminhadas ou encontros à noite”, disse Robert.

Há mais de um século, o escritor Mark Twain disse: “Não há tempo, tão curta é a vida, para discussões banais, desculpas, amarguras, tirar satisfações. Só há tempo para amar, e mesmo para isso, é só um instante.”

Após 75 anos de estudo, a conclusão a que se chegou foi que uma vida boa se constrói com boas relações. Simples assim!

Abaixo você pode assistir a palestra do Dr. Robert Waldinger na íntegra:

Gostou? Compartilhe com seus amigos!

Fonte: A Geração Ciência



Receba Dicas de Saúde Grátis

Tenha uma vida mais saudável com nossas melhores dicas e novidades.

Compartilhar no Facebook