Perca Peso Agora

"Dislexia": Quais são seus Sinais e Sintomas?

Devemos sempre ter em mente que a dislexia não é uma doença e que não tem nada a ver com falta de atenção, preguiça ou baixo nível intelectual. Também não está ligada a alterações auditivas ou visuais e não é causada por falta de escolarização.

Dislexia é um distúrbio genético e neurobiológico mais frequentemente caracterizado por dificuldades na aprendizagem da decodificação das palavras.

Não existe cura, apenas tratamento e acompanhamento onde o indivíduo poderá desenvolver suas próprias estratégias para lidar com suas dificuldades.

Pesquisadores americanos descobriram que, em pessoas com dislexia, a área do cérebro que auxilia os novos leitores a compreender as palavras está lesada.

Apesar de terem inteligência e visão normais, as pessoas afetadas pela dislexia apresentam dificuldade para ler, escrever e soletrar. A causa exata do distúrbio de aprendizagem é desconhecida, embora se acredite que o problema possa ter origem genética.

Os pesquisadores observaram que as pessoas sem dificuldade para ler apresentaram ativação da parte posterior do cérebro, enquanto entre os pacientes com dislexia a atividade dessa região mostrou-se significativamente reduzida. Os exames de crianças disléxicas mostraram atividade maior nas regiões frontal e lateral do cérebro.

“Esses resultados mostraram evidências neurobiológicas de que existe uma interrupção subjacente nos sistemas neuronais associados à leitura em crianças com dislexia. Os dados indicaram que isso já é evidente desde muito cedo”, concluíram os autores, em artigo publicado na edição de julho da revista Biological Psychiatry (2002).

“Muitos adultos não percebem quão difícil é aprender a ler. A leitura envolve um conceito muito abstrato de que as palavras ouvidas são compostas por sons menores”, explicou Lyon. O pesquisador explicou que a capacidade de identificar os sons e de os associar a letras ou palavras é fundamental para leitura.

Os primeiros sinais e sintomas costumam aparecer na fase de alfabetização, podendo ocorrer trocas de letras com formas ou sons parecidos, como b e d, que são visualmente parecidas e f e v, que se diferenciam apenas pela sonoridade.

Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra, relação fonema/grafema e também costumam escrever palavras na ordem inversa, como por exemplo, “ovóv” para vovó. Por vezes, os erros aparecem mesmo quando realizam cópia.

Veja abaixo alguns sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita

Erros por confusões na proximidade especial

  • Confusão de letras assimétricas como F, R e Q
  • Confusão por rotação; como 3 e E
  • Inversão de sílabas: “paca” para capa

Confusões por proximidade articulatória e sequelas de distúrbios de fala

  • Confusões por proximidade articulatória; como L e R
  • Omissões de grafemas; “Baco” para Barco
  • Omissões de sílabas. “Maco” para Macaco

Acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever

  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com poucas diferenças na forma de escrever: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
  • Confusão entre letras, sílabas ou palavras com formato similar, mas diferente direção: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
  • Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
  • Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.

Perturbações relacionadas

Outras perturbações da aprendizagem que frequentemente acompanham os disléxicos, dentre elas:

  • Dificuldade de interpretação de textos que não costuma aparecer quando o texto é lido por outras pessoas.
  • Alterações na memória;
  • Alterações na memória de séries e sequências;
  • Orientação direita-esquerda;
  • Linguagem escrita;
  • Dificuldades em matemática;
  • Confusão com relação às tarefas escolares;
  • Pobreza de vocabulário;
  • Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo).

Como os sinais e sintomas da dislexia são comuns a outros transtornos da aprendizagem, o ideal é que o diagnóstico seja feito por uma equipe multidisciplinar, contendo pelo menos um neurologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo.

Só assim é possível descartar todas as outras possibilidades e fechar um diagnóstico correto, a fim de facilitar a aprendizagem desses indivíduos.

Fonte: Erica Sitta



Receba Dicas de Saúde Grátis

Tenha uma vida mais saudável com nossas melhores dicas e novidades.

Compartilhar no Facebook