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Dieta de Baixo Consumo de Carboidrato Retarda o Crescimento de Tumor Cerebral Agressivo

Um estudo, publicado recentemente na revista Clinical Cancer Research, descobriu que uma dieta rica em gordura e com poucos carboidratos, que incluiu um derivado de óleo de coco, ajudou a reduzir o crescimento de células tumorais de glioblastoma e a estender a vida útil de camundongos em 50%.

De acordo com o National Cancer Institute, o glioblastoma é o tumor cerebral mais comum em adultos, não havendo nenhum tratamento eficaz a longo prazo, sendo que, em média, os pacientes vivem por 12 a 15 meses após o diagnóstico.

Os resultados representam uma nova abordagem de uma velha ideia: a chamada "dieta cetogênica" tem sido usada durante quase 90 anos para ajudar a reduzir as crises epilépticas.

Agora, a versão de alto teor de gordura e baixo teor de carboidrato da dieta mostrou diminuir tumores de glioblastoma por cortar sua fonte de energia, disse Brent Reynolds, Ph.D., professor do Lillian S. Wells Department of Neurosurgery.

O tumor requer grandes quantidades de energia à medida que cresce, e a intervenção da dieta funciona limitando drasticamente sua oferta de glicose.

Embora este seja um tratamento eficaz em nossos modelos animais pré-clínicos, não é uma cura. No entanto, nossos resultados são promissores o suficiente para que o próximo passo seja o teste em humanos”, relatou Reynolds.

A dieta modificada testada pelo grupo de Reynolds incluiu um derivado de óleo de coco conhecido como um triglicerídeo de cadeia média, que desempenha um papel crucial porque substitui alguns carboidratos como fonte de energia.

Reynolds relatou outra vantagem da dieta proposta: os pacientes com câncer poderiam achá-la mais palatável, porque poderiam comer mais carboidratos e proteínas do que em uma dieta cetogênica clássica.

“Quando você está doente, você precisa de muitos confortos em sua vida, e o alimento é um enorme conforto. A ideia é desenvolver uma dieta benéfica que seja fácil para os pacientes aderirem.”

Usando células de glioblastoma de origem humana em modelos de camundongo, os pesquisadores descobriram que o alto teor de gordura e baixo de carboidrato da dieta modificada aumentou a expectativa de vida em 50% enquanto também reduziu a progressão do tumor proporcionalmente.

Adicionalmente à diminuição do fornecimento de energia ao tumor, a dieta retarda o crescimento de células de glioblastoma, alterando uma via de sinalização celular que geralmente ocorre em cânceres, de acordo com os investigadores.

A dieta modificada forneceu apenas 10% de suas calorias a partir de carboidratos, em comparação com 55% do grupo de controle.

Embora tanto a dieta cetogênica quanto a modificada com alto teor de gordura e baixo carboidrato mostraram eficácia semelhante contra tumores nos modelos de camundongos, Reynolds afirmou que a última é mais nutricionalmente completa e potencialmente mais atraente para pacientes com câncer, pois oferece mais opções de alimentos.

Embora os pesquisadores ainda não sabem exatamente a razão de sua eficácia, os dados preliminares mostram que a dieta modificada também parece tornar os tumores de glioblastoma mais sensíveis ao tratamento com radiação e quimioterapia. Reynolds vê a dieta como uma terapia suplementar que poderia complementar a quimioterapia e radioterapia.

Mesmo com a necessidade de mais investigação, a dieta também pode ser um tratamento secundário potencialmente eficaz para outros tipos de cânceres, como os que afetam a mama, pulmão e pâncreas.

“Esta simples abordagem dietética pode ser capaz de reduzir a progressão do tumor e melhorar o padrão de tratamentos de cânceres que são altamente ativos metabolicamente”, afirmou Reynolds.

Em seguida, o pesquisador quer começar testar essa dieta modificada em um ensaio clínico. Normalmente leva-se muitos anos para iniciar tais ensaios por causa dos testes de segurança rigorosos que devem ser feitos antes do início do ensaio clínico em seres humanos, mas Reynolds pensa ser possível que aconteça mais rápido, pois a terapia envolve apenas a modificação da ingestão dietética do paciente e a suplementação com um óleo de triglicerídeo de cadeia média, os quais não têm efeitos secundários conhecidos.

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Fonte: Essentia

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