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Cuidado! Excesso de Frutose pode Causar Cirrose Hepática Não Alcoólica

A obesidade é associada a diversos problemas de saúde, e os estudos recentes mostram que ela também promove um envelhecimento do fígado bem mais rápido do que o resto do corpo. Tem ocorrido um rápido crescimento de casos de Hepatite, onde a pessoa é obesa, apresenta enzimas hepáticas elevadas e não consome álcool de forma significativa (ou até nem consome bebidas alcoólicas!).

Quando se fala em Cirrose hepática, sempre se pensa em um indivíduo que abuse do álcool, mas nesse caso isso não ocorre. Normalmente, estes casos evoluem sem sintomas, e eventualmente a pessoa pode apresentar cansaço, pele amarelada, edema de membros inferiores e confusão mental. Se não for tratado, o problema pode evoluir para Cirrose hepática não alcoólica ou até mesmo câncer de fígado.

O excesso de consumo de refrigerantes, que são repletos de xarope de milho rico em frutose, é associado com a Cirrose hepática não alcoólica, além da ingestão de carboidratos refinados.

Causa nº 1 de Cirrose hepática não alcoólica: Frutose

Um açúcar encontrado em quase tudo, desde xarope de milho, suco de frutas, xarope de agave e mel.

Quando consumida em excesso, como ocorre no mundo moderno, é altamente lesiva. Causa o mesmo tipo de lesão que o álcool pode gerar no seu corpo e em especial no seu fígado.

Ao contrário do açúcar, que pode ser metabolizado por qualquer célula do nosso corpo, a frutose só pode ser metabolizada pelo fígado. Ela transforma-se diretamente em gordura, ao invés de energia para a célula, como é o caso da glicose.

Ações similares entre álcool e frutose

1- O metabolismo hepático da frutose é similar ao do álcool, pois ambos servem como substrato para a conversão de carboidrato da dieta em gordura, o que causa resistência à insulina, dislipidemia (nível alto de gordura na corrente sanguínea) e gordura no fígado.

2- A frutose reage com proteínas, levando à formação de radical livre superóxido – que causa inflamação semelhante ao acetaldeído, uma substância intermediária do etanol.

3- Cria hábito e dependência semelhante ao etanol.

Porque o excesso de frutose é o vilão

A frutose tem um efeito inflamatório e formador de gorduras, promovendo uma depleção de ATP (molécula de energia). Isso causa formação de ácido úrico.

Consumindo excessivas quantidades de frutose, a célula se torna patologicamente edemaciada com excessiva quantidade de gordura. Torna-se carente de energia e entra em estado de choque, causado por dano oxidativo.

Quanto mais ocorre morte celular, maior é a concentração de ácido úrico, um antioxidante celular que, em excesso, torna-se pró-oxidante. Isso ocorre quando o seu nível ultrapassa 5,5 mg por dl. Os valores ideais devem ficar entre 3 e 5,5 mg/dl.

Com o seu nível elevado, aumenta o risco de hipertensão arterial, diabetes, obesidade e doença renal. Essa correlação entre consumo de frutose e aumento de ácido úrico é tão clara que sua dosagem no sangue pode ser usada como um marcador de toxicidade da frutose.

Qual é a dosagem aceita de frutose por dia?

Atualmente, uma porcentagem grande de pessoas apresenta alguma resistência à insulina e a leptina, como pessoas com hipertensão arterial, diabetes e hipercolesterolemia. Neste caso, o seu consumo de frutose não deve exceder 15g por dia, independente de qual fonte.

Lembre-se: a frutose não está só presente em refrigerantes, mas também em alimentos refinados, mel, agave e inclusive nas frutas (aqui se deve ter bastante atenção).

No caso do limão e da lima, a concentração de frutose é bem baixa, seguida por berries, kiwi e grapefruit, todos ainda com baixa concentração de frutose.

Sucos de frutas, frutas secas e algumas frutas, como peras, maçã vermelha e ameixa devem ser consumidas com moderação.

Tratamento

  • Alimentação com mínimo de frutas e suco de frutas;
  • Exercício é importante: além de promover perda de peso e melhora de condicionamento físico, melhora a Cirrose hepática não alcoólica, segundo estudos.
  • Vitamina E – pela sua ação antioxidante, promove uma série de melhoras, como melhoria de marcadores oxidativos, redução do acúmulo de triglicérides no fígado, além de inibição da formação de fibrose hepática. Mas evite a forma sintética de vitamina E, que não tem a mesma biodisponibilidade, rotulada como dl-alfa tocoferol. A vitamina E natural é a d-alfa tocoferol.
  • Evitar contato com produtos químicos que promovam alteração endócrina, como os xenoestrogênios (molécula similar as estrógeno, mas gerada artificialmente por produtos químicos como bisphenol-A (BPA) encontrado em plásticos, latas, produtos de higiene pessoal) por agredirem muito o fígado, induzindo esse tipo de Cirrose, segundo estudos.
  • Óleo de coco – gordura saturada boa que facilita digestão sem precisar das enzimas biliares, o que causa menos estresse no fígado e melhora o seu funcionamento, pois gera energia na célula hepática.
  • Ovos orgânicos de galinha – são ricos em enxofre, além de serem fontes altíssimas de aminoácidos essenciais, que o nosso corpo precisa para o processo de desintoxicação.
  • Vegetais crucíferos (brócolis, couve flor, repolho, couve de Bruxelas, couve etc.) – auxiliam no processo de desintoxicação hepática. Por serem ricos em enxofre, também neutralizam toxinas, pesticidas, medicações etc.
  • Alho e cebola – alimentos que contém enxofre, que auxiliam no Detox hepático.
  • Alcachofra – alimento que contém cinarina e silimarina, que auxiliam no Detox hepático.
  • Abacate – contém ácido oleico (ácido graxo monoinsaturado) e glutationa, importantes no Detox hepático. Ervas como cúrcuma, gengibre e pimenta cayena colaboram no Detox hepático.
  • Carne de animal criado a pasto – usando este tipo de carne, você evita contato com pesticidas, antibióticos, hormônios e químicos que sobrecarregam o seu fígado, como ocorre na carne de animal confinado.
  • Spirulina – alga que tem ação antioxidante e eficiente no processo de Detox hepático.
  • Café – apresenta efeito protetor para o fígado, sendo que pessoas que consomem cerca de 3 xícaras de café por dia apresenta 25% menos incidência de alteração de enzimas hepáticas, quando comparado com quem não consome café. Além disso, está associado com menor risco de gordura no fígado, menos fibrose. Mas, lembre-se de que deve ser orgânico!

Referências bibliográficas:

  • Journal of Hepatology May 29, 2015
  • Hepatobiliary Surg Nutr. 2015 Apr; 4(2): 109–116.
  • Journal of Clinical Biochemistry and Nutrition March 2013; 52(2):146-53
  • Hepatology August 13, 2014
  • Nat Rev Endocrinol. 2015 Jan;11(1):2

Fonte: Dr. Rondó



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