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Conheça a Nova Lente de Contato Especialmente desenvolvida para Portadores de Ceratocone

Embora não seja tão conhecido quanto outros problemas de visão como astigmatismo e miopia, o ceratocone é uma doença que afeta a córnea, porção anterior dos olhos, transparente, que permite a entrada da luz para que possamos ver os objetos. Quando doente, a córnea apresenta irregularidades que provocam uma distorção da luz que entra nos olhos e consequentemente gera um embaçamento visual. No ceratocone, a córnea tende a ficar mais fina e menos resistente em sua porção central ou inferior e, devido ao efeito constante da pressão intraocular, ela adquire um formato abaulado nos locais afetados, levando à distorção das imagens. Esse abaulamento, em casos mais graves, pode ser visto a olho nu, com a aparência de uma córnea bastante “pontuda”.

Existem fatores genéticos envolvidos na origem do ceratocone, mas o principal fator identificado é o hábito de coçar muito os olhos, principalmente em pessoas portadoras de conjuntivites alérgicas na infância. Geralmente aparece na adolescência, podendo progredir até os 30 anos, na maioria dos casos.

Nos últimos anos, a oftalmologia evoluiu muito no diagnóstico e tratamento do ceratocone. Aparelhos modernos fazem avaliações corneanas e identificam casos de ceratocones muito iniciais, o que anteriormente poderia passar despercebido por toda a vida. Sua identificação, no entanto, é muito importante, pois pessoas portadoras de formas iniciais ou frustas (estagnadas ainda no início) da doença poderiam ter o quadro muito agravado caso fossem submetidas a determinados procedimentos nos olhos, como as cirurgias refrativas.

Pensando no conforto do paciente acometido pela enfermidade, o optometrista Paul Rose criou, no fim da década de 1990, a primeira lente de contato especial – a Rose K – para auxiliar na solução da acuidade visual. Desde então, o profissional desenvolveu vários tipos de lentes para cobrir diferentes tipos de córneas, uma vez que o desenho das deformações corneanas são diferentes.

Recentemente, ele esteve em Belo Horizonte, onde lançou uma nova versão da lente, que é semiescleral e adaptável a qualquer desenho na parte interna do olho: a Rose K XL.

As novas lentes são mais confortáveis e uma alternativa à cirurgia, porque prorrogam, na maioria dos casos, a necessidade da intervenção. Em 90% dos casos, o transplante de córnea pode ser evitado com o uso das lentes”, defende Paul Rose.

O especialista afirma que uma córnea normal tem pontos focais que atingem a retina diretamente, provocando nitidez da imagem. Já a parte do órgão acometida pelo ceratocone perde a regularidade. “Os pontos não convergem no mesmo ponto focal. Há vários pontos e não é possível ser corrigido com óculos”, explica.

Paul Rose diz que parte da lente, que é bicurva, copia a luz da córnea para dar mais conforto ao paciente. A outra parte exerce a função da córnea normal no processo de refração da luz. É justamente a sua geometria complexa, que a diferencia das lentes de contato tradicionais.

Esse formato é obtido com a utilização de tornos controlados por computadores, permitindo cortes precisos e suavizados na superfície posterior da lente. E isso resulta em um melhor relacionamento lente/córnea e, consequentemente, mais conforto e melhor acuidade visual com diminuição das aberrações.

Todas essas características tornam o processo de adaptação do paciente e o trabalho do oftalmologista mais fácil. “Há uma série de testes e provas antes de se chegar na lente ideal, normalmente. Com a nova lente, 83% dos casos acertam na primeira”, garante.

Fonte: Saúde Plena



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