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Conheça a Força e a Inteligência do Seu Coração

Durante grande parte da história, o mundo ocidental tem acreditado que a inteligência – tida como a capacidade de aprender e compreender — é uma função exclusiva do cérebro. Fomos também ensinados que o cérebro está no controle, enquanto o resto do nosso corpo, inclusive o coração, obedece aos seus comandos.

Ocorre que, nos anos de 1970, o casal de fisiologistas, John e Beatrice Lacey, do Fels Research Institute, realizou uma pesquisa demonstrando que o coração possui um sistema nervoso independente ao qual se referiram como “o cérebro do coração”.

Foi revelado que mais de 40 mil neurônios do coração são usados para a comunicação com os centros cerebrais relacionados à consciência, incluindo as amígdalas, o tálamo e o córtex cerebral.

Avançando em suas pesquisas, o casal Lacey descobriu que o coração não obedece automaticamente as mensagens do cérebro. Ele primeiro interpreta os sinais neurais e depois cria uma resposta de acordo com o estado emocional da pessoa. Concluiram que o coração possui uma lógica distinta e que os batimentos cardíacos são uma linguagem inteligente.

Em 1992, Doc Childre – pesquisador e especialista em estresse – fundou o Instituto HeartMath e, ao lado de um grupo de pesquisadores, descobriu que o coração envia mais informações para o cérebro do que vice-versa. E que o coração possui um campo magnético mensurável a uma distância de alguns metros do corpo.

O coração pode tanto externalizar nossas emoções quanto ser influenciado pelas emoções alheias.

Quando uma pessoa se conecta a outra pelo toque físico ou até mesmo pela empatia, a atividade elétrica dos corações e cérebros dessas duas pessoas se interliga e passa a se comunicar.

Essas pesquisas científicas vem demonstrando que o coração possui grande força e sabedoria, podendo conter a chave para nos auxiliar na ruptura de um paradigma que não mais nos atende.

Fomos educados e crescemos dentro de um sistema rígido que impõe a autoridade da mente sobre a do coração. Por outro lado, o mundo vem apresentando questões e demandas muito complexas, cujas respostas e soluções não são mais encontradas por meio exclusivo da inteligência lógica e linear concebida pela mente.

Modernamente o afeto, o sentimento e a paixão (pathos) ganharam centralidade. Esse passo é hoje imperativo, pois somente com a razão (logos) não damos conta das graves crises por que passa a vida, a Humanidade e a Terra. A razão intelectual precisa integrar a inteligência emocional sem o que não construíremos uma realidade social integrada e de rosto humano.Não se chega ao coração do coração sem passar pelo afeto e pelo amor”, afirma Leonardo Boff.

Terry Eagleton nos diz que “para ser razoável, para parecer autêntica, a razão tem que se basear em algo mais fundamental do que ela mesma. E a melhor coisa para baseá-la é o amor. Amor vai mais fundo do que a razão“.

A linguagem universal inata do ser humano são as emoções, e não as palavras. Aprendemos melhor cinestesicamente através do “sentir”, e não do “pensar”. É por isso que dizemos: “uma imagem vale mais que mil palavras” e “falar é fácil“.

Aristóteles já intuia a supremacia da inteligência do coração, quando disse que “Educar a mente sem educar o coração não é Educação”. E a medicina tradicional chinesa sempre considerou o coração como o centro da sabedoria.

A mente sabe. O coração compreende. E é com base nessa compreensão que devemos buscar um novo modelo de vida que se sustente a longo prazo e que não coloque em risco a perenidade das gerações futuras. E essa inovadora estratégia, alerta Lourenço Bustani, “não é com a mente, é com o coração”.

Para refletir!

Fonte: Ideaplex



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