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Conheça 7 Alimentos que, Apesar de Naturais, são Prejudiciais à sua Saúde

Alimentos naturais nem sempre são benéficos para a saúde. Alguns nutrimentos têm fatores antinutricionais. Tais elementos interferem na digestibilidade, absorção ou utilização de nutrientes e, se ingeridos em altas concentrações, podem ser prejudiciais à saúde.

Veja aqui 7 alimentos naturais que podem colocar em risco o bem-estar do ser humano.

1. Castanha do Pará

Consumir além de 6 castanhas do Pará por dia pode ser prejudicial para a saúde. Isto porque o alimento tem 542 mcg de selênio, aproximadamente 774% da recomendação diária.

O consumo ocasional de uma quantidade maior não vai causar nenhum problema, o que complica é o consumo crônico de altas quantidades da castanha.

O consumo exacerbado de castanhas pode levar o organismo a uma condição tóxica conhecida como selenose. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga, irritabilidade, descamação das unhas, perda de cabelo, mau hálito, distúrbios gastrointestinais e danos ao sistema nervoso.

2. Carambola

A fruta é composta de ácido oxálico que em quantidade elevada na urina aumenta a formação de cálculos de cálcio renais e ainda pode causar irritação nas mucosas intestinais. Assim, quando comida em excesso, a carambola pode causar pedras nos rins.

Quando consumida por quem tem algum grau de problema renal, a carambola pode levar a intoxicação. "Nestes casos a maneira de retirar a toxina da corrente sanguínea é através da filtração do sangue na hemodiálise, que deve ser feita imediatamente correndo-se o risco de não dar tempo e a pessoa ir a óbito", explica a nutricionista Talitta Maciel, do Espaço Reeducação Alimentar.

Um dos grandes riscos é que problemas renais na maioria das vezes são assintomáticos. Então, a pessoa pode ter algum grau de insuficiência e não saber, comer a carambola e passar mal.

Os diabéticos também devem evitar o consumo da carambola. "Isto porque a glicemia alta pode causar danos renais. Pessoas que não apresentam sinais de problemas renais, o ideal é fazer exames para verificar a função do órgão antes de fazer o consumo da fruta", orienta Talitta Maciel.

Para pessoas saudáveis, a quantidade recomendada de carambola é 1 unidade do fruto maduro por dia.

"Não há uma quantidade que pode ser considerada prejudicial porque isso é muito individual. A pessoa pode consumir meia carambola e causar problemas caso tenha alguma doença no rim, como também pode ingerir grandes quantidades do fruto e não desenvolver nada", observa Talitta Maciel.

3. Mandioca

A mandioca da espécie Mahihot Esculenta, mais conhecida como mandioca brava, representa um risco para a saúde.

O alimento é rico em glicosídeos cianogenéticos que liberam uma substância chamada ácido cianídrico que é responsável por causar cansaço, fraqueza muscular, agitação, falta de ar, confusão mental, convulsão, coma e até a morte.

É recomendado que o alimento seja consumido após ser submetido à temperaturas elevadas que destroem o efeito do ácido cianídrico.

Existem mais de 250 tipos de mandiocas. Para garantir a saudabilidade do alimento, é importante saber a origem desta mandioca e não consumir aquela que encontrar na natureza. "A mandioca brava costuma ser mais fina e ter o caule mais fibroso", explica Maciel.

4. Cogumelos

É importante ficar atento ao ingerir cogumelos. Cerca de 4 mil espécies são venenosas. Os mais comuns são o shimeji, shitake, champignon, Portobello, cogumelo-do-sol, hiratake, cogumelo salmão e cogumelo rei.

Para evitar as espécies venenosas, é importante ter informações sobre a origem do cogumelo, dados sobre o produtor, número de lote, entre outros.

E nada de colher cogumelos das árvores e ingerir!

5. Espinafre

O espinafre é rico em ácido oxálico e ácido fítico. O alto teor destes fatores antinutricionais inibe a absorção dos minerais cálcio e ferro de alimentos consumidos junto com esta verdura. "Os ácidos oxálico e fítico também contém saponina que pode levar à inflamação no intestino", observa Talitta Maciel.

Assim, o consumo em excesso de espinafre pode levar a cálculos renais, artrite, reumatismo e gota, além de deficiência de cálcio e ferro por interferência na absorção destes minerais.

"Quando o espinafre é cozido, pode ser consumido diariamente sem problemas. Contudo, sua versão crua deve ser ingerida no máximo uma vez por semana, mas do que isso os problemas podem aparecer", explica Talita Maciel.

Portanto, é preciso ter alguns cuidados ao consumir o espinafre. Pessoas com tendência à formação de cálculos renais, problemas renais em geral, artrite reumatoide, ácido úrico, gota e reumatismo devem evitar o alimento cru ou cozido. Enquanto pessoas saudáveis não devem ingeri-lo em grandes quantidades.

Sempre consuma o espinafre cozido, com a tampa da panela aberta, pois isto ajuda a saponina a evaporar. Não utilize o caldo de cozimento do espinafre porque ele contém muitos dos antinutrientes desta verdura.

6. Óleo de copaíba

O óleo de copaíba é consumido em gotas diluídas em água e faz sucesso devido à sua ação anti-inflamatória e porque algumas pesquisas iniciais apontaram que ele ajuda na prevenção do câncer e é aliado do sistema nervoso central.

Contudo, esse óleo pode causar intoxicação se consumido em excesso, podendo levar à diarreia, vômito, problemas de pele, irritação no intestino e fígado.

"O óleo de copaíba deve ser introduzindo aos poucos no dia a dia não ultrapassando 6 gotas diárias, começar com 1 gota na primeira semana de uso e ir aumentando gradativamente semana a semana até chegar as 6 gotas, evitando assim que o organismo não reconheça o óleo e cause os sintomas de intoxicação", explica Talitta Maciel. O consumo deve ser observado e em caso de alguma reação suspender o uso.

7. Erva de São João

A erva de São João é uma planta medicinal muito usada como antidepressivo natural, sendo consumida na forma de cápsulas. A recomendação da erva varia entre 100 e 300 miligramas por dia, sendo que só o médico poderá determinar a quantidade a ser ingerida. Porém, seu uso tem contraindicações importantes.

A erva de São João tem ação fotossensibilizante, de modo que já foram descritos casos de pacientes que ingeriram a planta e apresentaram dor após um banho de sol.

Há relatos de casos em que a ingestão da erva de São João levou a psicose com alucinações e ilusões em pessoas sem histórico de desordens psiquiátricas pessoais ou na família. Também há trabalhos que descrevem casos de pacientes que desenvolveram estado de mania após a ingestão da erva. Ainda há o perigo de hipertensão se a erva de São João for combinada com alguns alimentos como queijo, repolho, picles e vinhos.

O Food and Drug Administration (FDA), organização dos Estados Unidos que controla alimentos e remédios, emitiu uma advertência sobre as interações provocadas pelo uso da planta concomitantemente com medicamentos anti-retrovirais. Isto porque a planta pode interferir na ação dos medicamentos contra o HIV.

Pesquisadores da Universidade de Zurique, Suíça, descobriram que a erva de São João interfere no efeito imunossupressor da ciclosporina, utilizada na prevenção da rejeição de órgãos transplantados. Pacientes transplantados de coração que utilizavam a ciclosporina e ingeriram a planta apresentaram rejeição aguda.

Pesquisas mostram que ocorrem sangramentos e falhas de contraceptivos orais em mulheres que utilizam a erva de São João. Portanto, quem utiliza pílulas deve evitar a planta. Estudos ainda apontam que a erva de São João podem interagir com sinvastatina e com os seguintes fármacos: antidepressivos tricíclicos, amitriptilina, nortriptilina, anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), anticoagulantes, femprocumona e varfarina (Stockley, 2002).

A erva de São João ainda diminui o efeito anticoagulante do medicamento warfarina e pode aumentar a toxicidade de outros medicamentos como nefazodona ou inibidores seletivos da receptação de serotonina. Quando usado com a paroxetina, a erva de São João produziu náuseas e perturbação psiquiátrica.

A maioria das pessoas desconhece esses efeitos colaterais e a toxicidade desses alimentos. Ajude a espalhar essas informações para que mais e mais pessoas não sofram com isso. Compartilhe!

Fonte: Minha Vida



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