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Como os Pacientes com Problemas de Coração poderiam se Beneficiar com uma Dose Diária de Vitamina D

Uma dose diária de vitamina D pode ajudar milhões de pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, sugere pesquisa. A vitamina é conhecida por ajudar a fortalecer os ossos, mas os especialistas estão cada vez mais conscientes de que ela também tem um papel na saúde cardiovascular.

A insuficiência cardíaca é causada pela falha cardíaca para bombear adequadamente o sangue pelo corpo, muitas vezes depois de um ataque de coração, e afeta cerca de 23 milhões de pessoas em todo o mundo.

Recentemente, cientistas da Universidade de Leeds descobriram que tomar vitamina D3 – a sua forma mais potente – aumenta o poder de bombeamento do coração em um terço.

Sobre a Vitamina D

A vitamina D é produzida naturalmente pelo organismo quando exposto à luz solar. Mas pacientes com insuficiência cardíaca muitas vezes lutam para produzir o suficiente, mesmo durante os meses de verão. Isto é em parte porque a capacidade das pessoas para produzir a vitamina D diminui com a idade, e também porque pacientes com insuficiência cardíaca têm dificuldades para passar bastante tempo ao ar livre.

Essa vitamina também é crucial para as mães durante a gravidez, tendo um grande impacto sobre a saúde da mulher, bem como para o desenvolvimento do seu bebê. O instituto nacional de saúde do Reino Unido, NICE, recentemente chamou todas as mulheres grávidas e os menores de cinco anos para receberem (sem custos) a vitamina D para prevenir o raquitismo, entre outros problemas de saúde.

Estima-se que 40% das crianças e 1/4 dos adultos tenham baixos níveis da vitamina.

Suplementos de vitamina D geralmente possuem um custo muito baixo. Outras fontes de vitamina D incluem peixes gordos e ovos.

Os autores suspeitam que a vitamina regula os níveis de cálcio, os quais desempenham um papel crucial na forma como o coração bombeia. Quando o coração se contrai, o cálcio entra nas células do coração, e quando relaxa, o cálcio sai novamente.

Em pacientes com insuficiência cardíaca, o cálcio não é forçado a sair em cada relaxamento, entupindo as células e impedindo o coração de bombear adequadamente.

Os cientistas acreditam que a vitamina D pode ajudar o coração a limpar o cálcio das células. Foi então testado o suplemento em 160 pacientes de Leeds que já estavam sendo tratados para insuficiência cardíaca.

O grupo foi dividido ao meio: pacientes tomando vitamina D todos os dias durante 1 ano, e pacientes tomando um comprimido de ‘placebo’. Foram medidas as alterações na função cardíaca com ultrassom cardíaco. As descobertas foram apresentadas na conferência anual do American College of Cardiology, Chicago, onde foi relatado que os pacientes que tomaram a vitamina D apresentaram aumento do volume de sangue bombeado para fora do coração de 26 a 34%. Nos outros, que tomaram placebo, não houve mudança na função cardíaca.

Os autores disseram que a suplementação de vitamina D pode reduzir a necessidade de pacientes serem equipados com, por exemplo, desfibriladores CDI, dispositivos susceptíveis de choque para restaurar um ritmo normal do coração.

O líder do estudo, Dr. Klaus Witte, cardiologista consultor da Leeds Teaching Hospitals, afirmou: “Este é um avanço significativo para os pacientes. É a primeira evidência de que a vitamina D3 pode melhorar a função cardíaca de pessoas com o músculo fraco.

"Estas descobertas podem fazer uma diferença significativa para o atendimento de pacientes com insuficiência cardíaca”. Ele acrescentou: “Os CDI são caros e envolvem uma operação. Se pudermos evitar o seu implante em apenas alguns pacientes, isso seria um incentivo para os doentes e para o instituto de saúde como um todo”.

O professor Peter Weissberg, diretor médico da British Heart Foundation, que ajudou a financiar o estudo, comentou: “O ideal é que qualquer novo tratamento para a insuficiência cardíaca faça o paciente se sentir melhor e viver mais tempo. Esta pesquisa descobriu que a suplementação de vitamina D, durante 12 meses, dada a pacientes com insuficiência cardíaca e com níveis de vitamina D subnormais é segura, e que as medidas da função cardíaca mostraram alguma melhora”.

Mas ele acrescentou: “No entanto, não houve melhora significativa na capacidade dos pacientes de se exercitarem. Um estudo muito maior, durante um longo período de tempo, é agora necessário para determinar se estas alterações na função cardíaca podem se traduzir em menos sintomas e uma vida mais longa para pacientes com insuficiência cardíaca”.

Fonte: Essentia



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