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Comissão Aprova Proposta que Proíbe Uso de "Amálgamas de Mercúrio" por Dentistas

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que proíbe a utilização de amálgama dental, composto por mercúrio, para restauração dentária, em todo o território nacional.

A proibição está prevista no Projeto de Lei 654/15, do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) , e é válida para todos os procedimentos odontológicos, incluindo os realizados por auxiliares e técnicos em saúde bucal e próteses dentárias.

Segundo o autor, a proibição pretende proteger a saúde dos profissionais da área odontológica e a dos pacientes, bem como o meio ambiente. Relator na comissão, o deputado Rodrigo Martins (PSB-PI) concordou com o autor e apresentou parecer pela aprovação.

“Sabemos que o mercúrio, ao ser utilizado na separação do ouro em garimpos, já provocou grandes prejuízos ambientais, como a contaminação dos leitos dos rios, a degradação do solo e da água e a contaminação dos peixes e dos seres humanos”, argumentou o relator.

Pelo texto aprovado, o descumprimento do previsto no projeto acarretará multa de 2 a 10 salários mínimos, aplicada em dobro em caso de reincidência. No caso de descumprimento pela terceira vez, o infrator terá cassado o alvará de localização e funcionamento, ficando proibido novo pedido de alvará por seis meses.

Metal tóxico

O mercúrio é considerado o segundo metal não radioativo mais contaminante que existe. Há na natureza em três formas básicas: mercúrio elementar ou metálico, mercúrio inorgânico (sais de mercúrio) e orgânico (metilmercúrio). O mercúrio elementar é absorvido pelo organismo, o que pode resultar em graves desordens neurológicas.

O amálgama dentário é uma mistura de metais geralmente de 50% de mercúrio metálico, 35% de prata, 9% estanho, 6% de cobre e vestígios de zinco ainda usado por muitos dentistas em todo o mundo na restauração de dentes corrompidos pela carie.

O mercúrio é um metal pesado, apesar de ser uma substância química natural, reconhecido por toda comunidade cientifica como altamente tóxico. Quem foi intoxicado pelo vapor de mercúrio costuma apresentar sintomas como dor de estômago, diarreia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento na gengiva, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência.

Mas também ocorre a contaminação através de ingestão atingindo o sistema nervoso, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração do metal no organismo.

O perigo das obturações dentárias com o uso de material composto por mercúrio é de que a pessoa que recebe o amálgama pode ingerir pela libertação de pequenas partículas pela corrosão natural desse material, a mastigação e a fragmentação.

Esse mercúrio vai ser então inalado como vapor de mercúrio ou deglutido dissolvido na saliva. Estudos datados desde a primeira metade do século 20 mostram casos de efeitos colaterais terríveis, no entanto a luta pela proibição do uso desse material sofria resistência por parte dos governos em todo o mundo que é pressionado pela indústria dos produtos a base de mercúrio que influenciam na economia internacional.

Denúncias do perigo silencioso

O renomado dentista brasileiro Dr. Olympio Faissol Pinto, vem desde 1965 lutando para divulgar o perigo que corre a sociedade pelo uso do amálgama, “minha família é de dentistas e a luta deles contra o mercúrio começou em 1920 quando meu pai tomou conhecimento de um livro onde cientistas alemães relatavam os problemas do mercúrio na odontologia”, conta. O Dr. Faissol iniciou um impressionante trabalho, inspirado pelos relatos do dentista americano Dr. Hal Huggins. O dentista americano relatou com vídeos e fotos casos como os de um adolescente que tinha diversas convulsões e que após a retirada das obturações com mercúrio teria cessado os ataques convulsivos. Também o caso de uma jovem que só tinha forças para engatinhar e que após a retirada do amálgama voltou a andar e teve significativa melhora em seu quadro clinico.

Fonte: Dental Press



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