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Cientistas identificam Proteína responsável pela Reparação da Lesão de Medula

O peixe-zebra, um peixe de água doce tropical semelhante a um peixinho e nativo da região do sudeste do Himalaia, que custa menos que 2 dólares em qualquer petshop, pode realizar um feito que "não tem preço". Sua medula espinhal pode ser regenerada e curada completamente após ser lesionada, ou paralisada, e até mesmo nos casos de lesão fatal para os humanos.

Enquanto observavam esses peixinhos repararem suas próprias lesões na medula, cientistas da Duke University descobriram a presença de uma proteína específica importante nesse processo. Esse estudo, que foi publicado esse mês no jornal Science, pode gerar novas pistas para a descoberta de meios de reparação de tecidos nos seres humanos.

"Este é um dos feitos mais notáveis da natureza com relação à regeneração", disse o pesquisador e professor de biologia celular Kenneth Poss. "Dado o número limitado de terapias bem sucedidas disponíveis hoje para a reparação de tecidos perdidos, nós precisamos olhar para esses peixes para encontrar novas pistas sobre como estimular a regeneração desses tecidos".

Quando a medula espinhal desses peixinhos se regeneram, uma ponte se forma, literalmente. As células estendem projeções a uma distância dez vezes maior que o seu próprio comprimento e se conectam através de um largo abismo formado pela lesão. As células nervosas acompanham.

Após 8 semanas, novo tecido nervoso preenche a lacuna, e os animais revertem completamente sua severa paralisia.

Para compreender quais moléculas eram potencialmente responsáveis por esse notável processo, os cientistas realizaram uma pesquisa para classificar as moléculas dos peixes, procurando por todos os genes cuja atividade mudou abruptamente após a injúria da medula.

De dezenas de genes fortemente ativados pela lesão, sete foram codificados por proteínas que foram secretadas das células. Uma dessas proteínas, chamada CTGF, ou fator de crescimento do tecido conjuntivo, foi intrigante, porque seu nível subiu nas células de suporte, que formou uma ponte nas primeiras duas semanas seguintes à lesão.

A proteína CTGH humana é aproximadamente 90% similar à dos peixes-zebra, mas infelizmente, provavelmente somente essa proteína não é suficiente por si só para as pessoas regenerarem suas próprias medulas. A cura é mais complexa nos mamíferos, em parte por causa do tecido de cicatrização que se forma ao redor da lesão.

Mas os pesquisadores afirmam que essa descoberta abre novas e promissoras pistas para um dia, quem sabe, se chegar a total recuperação das lesões da medula espinhal, que tanto sofrimento traz para os pacientes.

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Fonte: Medical Express



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