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Cientistas afirmam que a Gema do Ovo poderá Curar a Intolerância ao Glúten

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá, anticorpos presentes na gema do ovo podem ser usados para revestir o glúten à medida que ele é consumido, deixando de afetar o intestino delgado.

Os cientistas criaram uma pílula que faz isso e que pode ser tomada antes das refeições, para permitir que aqueles que sofrem de doença celíaca possam consumir qualquer alimento.

Dr. Hoon Sunwoo, professor associado de Ciência Farmacêutica da Universidade de Alberta, disse que se inspirou em um amigo intolerante ao glúten para desenvolver a pílula. “Esse suplemento liga-se ao glúten no estômago e ajuda a neutralizá-lo, protegendo o intestino delgado, limitando os danos”, disse Sunwoo.

“Nossa esperança é que esse suplemento melhore a qualidade de vida daqueles que têm doença celíaca e intolerância ao glúten”, acrescentou.

A doença celíaca afeta 1 em cada 100 pessoas, tanto nos EUA quanto no Reino Unido. Corpos celíacos são hipersensíveis às gliadinas e gluteninas, dois grupos principais de proteínas alimentares, que irritam o revestimento do intestino delgado.

Os tecidos do órgão absorvem vitaminas, minerais e açúcares. Quando celíacos consomem glúten, gliadina e gluteninas, as vilosidades achatam e incham, formando uma parede sólida com pouca área de superfície para absorver nutrientes. Consequentemente, poucas horas depois da ingestão de glúten, essas pessoas podem ter diarreia severa e vômito, os quais podem durar vários dias.

A doença é geralmente genética e até 90% das pessoas com a condição possuem um gene específico, conhecido como HLA-DQ2. Não há cura, e o único tratamento real é evitar os alimentos que contenham gliadina e glutenina.

No entanto, Sunwoo acredita que a gema de ovo possa fornecer algum alívio para seu amigo e para outros alérgicos ao trigo. “Eu queria aprender mais sobre, por que razão algumas pessoas não toleram glúten, e se havia uma maneira de reduzir os sintomas. Com o glúten presente em grande parte de nossa alimentação, eu queria encontrar uma maneira de melhorar a qualidade de vida do meu amigo, sua família e outras pessoas”, disse.

O suplemento, desenvolvido pela empresa IGY Inc. e pelo Grupo Vetanda, sediado no Reino Unido, ainda não foi testado. Se o teste previsto para este ano for bem-sucedido, o medicamento poderá estar disponível no Canadá em 2018, antes de ir para aprovação nos Estados Unidos, e, depois, no resto do mundo, dizem os pesquisadores.

Fonte: Jornal Ciência



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