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Britânica é a primeira a receber Tratamento com Células-tronco que poderia Curar a Cegueira

Uma mulher do Reino Unido foi a primeira paciente a receber um tratamento pioneiro com células-tronco, projetado para restaurar a visão de pessoas que tiveram perda de visão devido à idade.

O procedimento experimental, que foi realizado na paciente anônima no último mês, envolve o transplante cirúrgico de células do olho (epitélio pigmentado da retina) para os olhos da paciente. Estas células, derivadas de células-tronco, são transferidas através de um emplasto especialmente projetado para ser inserido atrás da retina.

O tratamento de duas horas, resultado de 10 anos de pesquisa do Projeto para Cura da Cegueira de Londres, foi projetado para restaurar a visão em pacientes que experimentaram a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), responsável por quase metade de todos os casos de deficiência visual no mundo desenvolvido, afetando cerca de 50 milhões de pessoas no mundo.

Esta terapia celular trata especificamente a DMRI úmida, que resulta do extravasamento de fluido na mácula, próximo ao centro da retina. A DMRI seca, que muitas vezes leva à DMRI úmida, é causada pelo afinamento do epitélio pigmentado da retina, na mácula. Até o momento não existe tratamento para a DMRI seca.

“Existe um potencial real de que pessoas com degeneração macular úmida relacionada à idade serão beneficiadas no futuro com o transplante dessas células”, diz o cirurgião de retina Lyndon da Cruz, do Moorfields Eye Hospital de Londres, em um comunicado de imprensa. Da Cruz realizou a operação e é um dos líderes do projeto.

A paciente que se submeteu à cirurgia no mês passado está sendo monitorada e não passou por nenhuma complicação. A equipe médica espera determinar o resultado do início da sua recuperação visual até dezembro. Mais nove pacientes estão programados para serem submetidos ao tratamento experimental dentro do próximo ano.

A recuperação dos pacientes será monitorada por um ano e, se o tratamento se mostrar bem sucedido em restaurar a visão (e suficientemente seguro e eficiente para garantir a aprovação dos órgãos reguladores), ele terá potencial para que, a longo prazo, recupere a visão de milhões de pessoas afetadas pela DMRI ao redor do mundo.

“Nós estamos extremamente satisfeitos por termos chegado a esta fase da pesquisa para uma nova abordagem terapêutica”, diz Pete Coffey, do Instituto de Oftalmologia da University College London, também um dos líderes do projeto.

“Embora nós reconheçamos que este ensaio clínico se concentra em um pequeno grupo de pacientes com DMRI que experimentaram a perda de visão repentina e grave, esperamos que muitos pacientes possam se beneficiar no futuro.”

Fonte: A Geração Ciência



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