Brasileiros não precisam se preocupar com Arsênio no Arroz

Classificado como cancerígeno pela Iarc (Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer), órgão da OMS (Organização Mundial da Saúde), o arsênio tem causado polêmica quando o assunto é alimentação.

O debate voltou à tona depois que a rede britânica BBC veiculou uma reportagem mostrando como os moradores do Reino Unido poderiam tentar diminuir a quantidade da substância no arroz - como deixar os grãos na água durante a noite, por exemplo. Saiba mais aqui

A preocupação dos especialistas consultados pelo programa não foi exagerada: boa parte do arroz consumido no Reino Unido vem de Bangladesh - o arroz e outros alimentos importados de Bangladesh possuem 3 vezes mais arsênio do que os cultivados no próprio Reino Unido.

Arroz seguro

Essa realidade, porém, é bem diferente da brasileira.

O INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), testou recentemente 193 amostras de arroz produzido Brasil e todas estavam abaixo do limite de arsênio permitido: 0,3 miligrama (mg) por quilo de alimento.

O limite é estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em sintonia com as normas recomendadas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

"Por que a gente tem uma preocupação com o arroz? Por que, no Brasil, a gente tem um grande consumo de arroz. Qualquer possível contaminação estaria expondo a população", explicou Ligia Schreiner, gerente de avaliação de risco e eficácia em alimentos da Anvisa.

Assim como a Anvisa, pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) concluíram que o arroz brasileiro é seguro para consumo.

A maior parte do arroz consumido no Brasil é cultivada no Rio Grande do Sul: 72%. "Os solos do Estado são bastante antigos, é uma formação não vulcânica, as rochas que originaram nossos solos do RS não possuem arsênio na sua composição", explica Henrique Dornelles, presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do RS).

Então nada de desespero... mas é sempre bom ficar alerta!

Fonte: Diário da Saúde




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