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Atenção! Regiões Sul e Sudeste têm Surto de Caxumba esse Ano

Algumas cidades do Sul e Sudeste do país têm presenciado um aumento significativo no número de casos de caxumba. São Paulo, por exemplo, registrou 346 casos até o dia 14 de maio deste ano. Em 2015, foram 275 casos, segundo a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), órgão da Secretaria Municipal de Saúde.

Os motivos para os surtos ainda não estão claros.

Segundo a médica infectologista Renata D’Ávila Couto, mestre em Vigilância em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, “nos últimos anos, muitos países com altas coberturas vacinais, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Bélgica, têm se confrontado com surtos de caxumba entre escolares. Há várias suposições para os casos: adaptação do vírus, coberturas vacinais heterogêneas (nem todas as cidades e países conseguem vacinar mais de 80% dos suscetíveis) e falhas vacinais primárias ou secundárias, que são responsáveis pela manutenção da cadeia de transmissão”.

A caxumba é uma doença infecciosa, causada por um vírus da família dos Paramyxovirys, cujo sintoma principal é a inflamação das glândulas salivares (parótidas, submandibulares e sublinguais). Outros sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, perda de apetite e edema (inchaço) embaixo da mandíbula, onde se localizam as glândulas salivares.

As complicações são raras e podem incluir orquite (inflamação dos testículos) nos homens e ooforite (inflamação dos ovários) nas mulheres e surdez.

Como na maioria das doenças virais, o tratamento é sintomático, e inclui analgésicos e anti-inflamatórios e repouso.

A doença é transmitida pelo contato direto com a pessoa infectada, por meio de gotículas de secreção da orofaringe. O período de incubação é de 16 a 18 dias, mas os casos podem ocorrer de 12 a 25 dias após a exposição.

Ainda segundo a dra. Renata, “todas as faixas etárias estão suscetíveis à doença, que ocorre mais nos grandes centros, com tendência a manifestar-se sob a forma de surtos epidêmicos em escolas e instituições, locais onde há agrupamentos de adolescentes e adultos”.

Os casos de caxumba não exigem notificação compulsória em nível nacional. No entanto, os surtos (dois ou mais casos em um mesmo lugar) da doença devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica Municipal.

Dr. Ésper Kallás, infectologista e professor da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), ressalta que a medida de prevenção mais eficaz é a vacinação. “É importante que as crianças tomem as duas doses da vacina”, enfatiza.

A vacina contra a doença faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser tomada em duas doses: uma quando a criança completar 1 ano (tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e outra aos 15 meses de idade (tetraviral, que além prevenir as três doenças citadas ainda protege contra varicela, também conhecida como catapora).

Quem ainda não tomou a vacina ou não se lembra de ter tomado deve se vacinar. Os postos de saúde oferecem gratuitamente todas as vacinas do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.

Quem está com a vacinação em dia ou já teve a doença não precisa se vacinar.

Outras medidas de prevenção incluem evitar aglomerações e ambientes fechados e lavar as mãos com frequência com água e sabão ou usar álcool gel.

Fonte: Drauzio Varella



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