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Atenção Homens! Tabagismo altera Qualidade e Mobilidade do Sêmen!

No dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Estudos evidenciam que o consumo de derivados do tabaco (cigarro, charuto, narguilé ou narguile) causa quase 50 doenças diferentes no organismo humano.

O tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil, o que daria 23 pessoas por hora. No entanto, condições menos letais também estão associadas ao tabagismo, entre elas a fertilidade masculina.

De acordo com o andrologista da Maternidade Brasília, Tiago Serra David, a incidência de infertilidade é duas vezes maior em casais fumantes do que naqueles que não fumam.

"Ainda não temos dados suficientes para afirmar que o cigarro reduz a fertilidade do homem, mas ele pode sim afetar a qualidade do sêmen, podendo diminuir a concentração e a qualidade dos espermatozoides", afirma o especialista.

Quanto maior o número de cigarros consumidos, maiores as chances de alterações seminais. A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva afirma que homens fumantes podem reduzir o número e a mobilidade dos espermas, assim como tem impacto na habilidade do espermatozoide em fertilizar óvulos.

Substâncias químicas presentes no cigarro, como nicotina, cianeto e monóxido de carbono, são nocivas à reprodução humana, de acordo com a instituição.

"Ainda não sabemos quantos cigarros são necessários para afetar a fertilidade masculina. No entanto, uma coisa é certa: fumar faz mal. A cessação do tabagismo é importante para garantir uma vida saudável em todos os sentidos, e isso inclui a melhoria da qualidade do sêmen", explica o andrologista Tiago David.

Saiba mais sobre a fertilidade masculina

Taciana Rolindo, médica especialista em Reprodução Humana da Maternidade Brasília responde às principais dúvidas sobre o assunto.

Quais as principais causas da infertilidade?

Varicocele, alterações genéticas, agentes tóxicos, doenças específicas e infecções podem gerar alterações na produção seminal, levando à infertilidade.

Como é feito o diagnóstico? Quais exames mais comuns?

Para realizar o diagnóstico é fundamental que o médico levante um bom histórico clínico, e proceder com um minucioso exame físico seguido de exames complementares. Os exames complementares vão ser direcionados pela avaliação clínica inicial, mas os mais comuns são: espermograma (avaliação seminal), avaliação hormonal e ecografia de bolsa testicular.

Existem tratamentos? Se sim, quais?

Sim, existem tratamentos. Os tratamentos vão depender do problema que está causando a infertilidade. Pode variar desde procedimento cirúrgico (caso o problema seja varicocele) até interromper uma medicação que possa interferir na produção de espermatozoides. Além disso podem ser realizadas punções caso haja distúrbios obstrutivos na passagem do espermatozoide devido por exemplo a uma vasectomia previa. Há disponível também a reversão da vasectomia para retorno da fertilidade masculina, no entanto, esta reversão depende de uma avaliação criteriosa do andrologista.

Existe idade limite indicada para os homens serem pais, como acontece com as mulheres? Por quê?

Não existe idade limite para os homens serem pais. Com o envelhecimento, o homem pode apresentar algumas alterações na produção do sêmen, porém isso pode não impossibilitar o mesmo de engravidar uma mulher. Mas pode dificultar.

Existem tratamentos para aumentar a fertilidade masculina?

Existe sim. Por exemplo: O paciente pode apresentar melhora da qualidade seminal quando submetido à correção cirúrgica de varicocele, caso a produção de espermatozoides esteja afetada por esta patologia. Mas, estes tratamentos vão depender da causa que está comprometendo a fertilidade.

Já existe alguma previsão para os anticoncepcionais masculinos? Como estão as pesquisas nesse sentido?

Uma revisão de literatura publicada em janeiro deste ano, em revista de conteúdo científico, Current Obstetrics and Gynecology Reports, refere que existem pesquisas em fases avançadas avaliando métodos contraceptivos masculinos, porém ainda há necessidade de maiores estudos para a liberação destas medicações.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Maternidade Brasília



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