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Assassina Silenciosa: Não Seja Vítima de uma Doença Sem Sintomas

A próxima doença epidêmica já está na soleira da porta dos brasileiros e poucas são as pessoas que já se deram conta disso. E da mesma forma em que a Diabete tipo 2 entrou em cena nos anos 90, a próxima epidemia fatal está pairando para entrar no holofote da próxima década.
Na verdade, um terço de todos os adultos já pode estar sofrendo os traumas dessa assassina silenciosa e a maioria deles não tem a mínima noção do que está acontecendo.

Felizmente, você pode se manter saudável e livre de doenças seguindo apenas uns poucos passos.

“A doença da década!”

A doença da qual estamos falando é a chamada Cirrose Hepática não Alcoólica (CHNA). Ela recebeu este nome porque antes a Cirrose era uma doença só vista em alcoólatras. Mas não deixe que este nome o engane. Nos dias de hoje, esse é um termo tão impróprio quanto o diabete “adulto”.

Existem estimativas novas dizendo que até um terço de todos os brasileiros podem estar sofrendo de (CHNA). E o pior é que as crianças também estão sendo vítimas desta epidemia em uma velocidade assustadora.

Trinta anos atrás – apenas uma geração para trás – somente uma criança foi registrada como tendo CHNA. Agora, estima-se que 1 em cada 3 crianças acima do peso já esteja acometida por uma doença que era limitada às pessoas que abusavam de certas substâncias.

A maioria das pessoas culpa o aumento alarmante de obesidade pelo aumento desta doença de fígado. Fato é que elas precisam entender que não é preciso estar gordo para estar em perigo, como veremos daqui a pouco.

A CHNA é uma assassina silenciosa e sem sintomas, mas os seus efeitos no seu corpo podem ser devastadores, levando à inflamação hepática, à cirrose e até ao câncer de fígado.

Mas, a boa notícia é que esta assassina silenciosa é 100% evitável e 100% reversível. E o melhor de tudo, você não tem que comprar remédios caros ou submeter-se a cirurgias arriscadas para obter resultados. A melhor e única maneira de tratar ou prevenir contra esta doença é eliminar os carboidratos da sua dieta.

Sim, você leu certo. Elimine os carboidratos! A doença do fígado gordo é causada pela obsessão do país pelos carboidratos. E, como múltiplos estudos recentes têm provado voltar a uma dieta baixa em carboidratos (e alta em gorduras) fará o seu fígado voltar à sua condição ideal quase imediatamente.

O preço alto dos alimentos de alto índice glicêmico

Aqui está um apanhado rápido do que acontece quando você enfia alimentos de índice glicêmico alto (leia-se: pão branco, arroz branco, cereais matutinos e afins) goela abaixo. Quando o açúcar destes alimentos é metabolizado a sua produção de insulina aumenta e isto sinaliza para o seu corpo armazenar mais gordura. É aqui que o seu fígado entra em cena. Quando o seu pâncreas fabrica insulina adicional, ela é despejada no seu fígado, onde é armazenada como gordura.

Para piorar ainda mais a situação, comer alimentos de índice glicêmico alto impede o seu fígado de pegar a gordura armazenada em seu fígado e usá-la para obter energia. É um tiro duplo. Quando isto acontecer, os depósitos de gordura acumulam por todo o seu corpo (e isto explica porque os carboidratos são os culpados pela cintura em expansão dos brasileiros e não a gordura).

Mas o que é mais importante, esta gordura fica parada em seu fígado sem ser usada, aumentando pouco a pouco até que você tenha uma completa doença de fígado gordo.

Felizmente, você pode mudar tudo isto apenas cortando os carboidratos da sua dieta. No final das contas o que importa é como o seu corpo obtém a sua energia. As pessoas que seguem uma dieta baixa em carboidratos lançam mão das reservas gordurosas do fígado para obter energia limpando o resíduo que pode levar à doença e fazendo bom uso desta gordura.

Quando você entender como a dieta por si só pode afetar o seu fígado, vai ficar mais fácil perceber porque a Cirrose Hepática Não Alcóolica se tornou a forma mais comum de doença do fígado no Ocidente.

Uma das grandes vilãs desse crescimento é a epidemia de obesidade. Mas, reduzir a quantidade do que você come só vai te levar até certo ponto, como provado por um estudo recente feito pelo Dr. Jeffrey Browning e publicado na revista Hepatology.

Os pesquisadores colocaram sete pessoas em uma dieta de baixas calorias e outras sete em uma dieta de baixos carboidratos. Com isso, eles descobriram que as pessoas no grupo de baixas calorias obtinham 60% da energia que queimavam da gordura no fígado. No grupo de baixos carboidratos, 80% da energia queimada provinham da gordura no fígado.

“A produção de energia é cara para o fígado. Parece que as pessoas em dietas baixas em carboidratos pagam esta conta obrigando seus fígados a queimarem o excesso de gordura”, enfatizou Dr. Browning.

Claramente, o grupo de baixos carboidratos saiu na frente em uso da gordura do fígado como energia, mas este não foi o único benefício que o grupo teve.

Embora o estudo não tenha sido criado para medir a perda de peso, foi difícil ignorar os resultados: o grupo de baixos carboidratos perdeu quase o DOBRO de peso do que o grupo de baixas calorias.

O grupo de baixas calorias perdeu impressionantes 2,3 kg em duas semanas, mas o grupo de baixos carboidratos perdeu uma média de 4,3 kg no mesmo período. E eu posso até garantir que elas se divertiram muito ao fazer isso.

É isso nos mostra claramente que a GORDURA não te deixa gordo! E a prova disso está no pudim, no pão e em todos os não-alimentos “livres de gorduras” dos quais as pessoas mal sobrevivem nos dias de hoje.

Dr. Browning conduziu ainda outro estudo que foi publicado em março de 2012 na American Journal of Clinical Nutrition. Novamente, ele colocou dois grupos de adultos obesos em dietas de baixas calorias e de baixos carboidratos.

Após apenas duas semanas, os dois grupos perderam uma quantidade semelhante de peso e ambos reduziram a quantidade de gordura em seus fígados. Mas, mais uma vez, quando se tratava de gordura hepática, o grupo de baixos carboidratos teve resultados muito melhores: eles reduziram a quantidade de gordura hepática quase duas vezes mais do que o grupo de baixas calorias.

Mas, mesmo que a epidemia de obesidade seja a culpada pelo súbito aumento na doença de fígado gordo você não precisa estar gordo para ser vulnerável a ela. Eu admiro uma mulher magrinha tanto quanto os outros homens, mas vamos ser claros: só porque você é magro não significa que você seja saudável. Então, se você acha que a sua silhueta delgada te protege desta assassina silenciosa, você está redondamente enganado.

A revista Obesity publicou um estudo do M.D e Ph.D. David Ludwig, que juntamente com sua equipe colocou um grupo de ratos em dieta de alimentos de alta glicemia e outro grupo em alimentos de glicemia baixa. Ambos tiveram quantidades iguais de calorias totais, gordura, proteína e carboidratos.

Após seis meses os ratos nos dois grupos pesavam o mesmo. Mas é aí que as semelhanças cessam. Uma avaliação internamente no corpo destes animais revelou que os ratos com a dieta de alto índice glicêmico tinham DUAS VEZES mais gordura em seus corpos, sangue e fígado.

Eis o que fazer: O jeito mais rápido de tirar a gordura do seu fígado (e do resto do seu corpo, aliás) é cortar de uma vez por todas aqueles carboidratos de alta glicemia da sua dieta ainda mais agora que você já tem noção do que eles causam dentro do seu corpo.

Quando você restringe os carboidratos, o seu fígado produz menos gordura e o seu corpo tem a oportunidade de queimar a gordura em excesso que está presente.

Assim, você fica com o corpo mais delgado e magro sendo que isso são os resultados que você consegue enxergar. A parte que você não pode ver, ou seja, o “emagrecimento” do seu fígado gordo é de longe o melhor resultado que você poderia esperar.

Referências bibliográficas: – Super Diet: Evidence of the Nonhepatotoxic Nature of Ethanol,” Takada A, Porta EA, Hartroft WS, Am J Clin Nutr, March 1967;20(3):213-225 – Nonalcoholic Fatty Liver Disease: Pathogenesis and the Role of Antioxidants,”Mehta K, Van Thiel DH, Shah N, et al, Nutr Rev, September 2002;60(9):289-293 – Sugar-sweetened soft drinks, obesity, and type 2 diabetes. Apovian C.M. JAMA 2004;292:978-979 – Fructose consumption as a risk factor for non-alcoholic fatty liver disease. Ouyang X, Cirillo P, et al, Journal of Hepatology, 2008; 48(6): 993-999. – Dietary assessment of major trends in U.S. food consumption, 1970-2005. USDA Economic Research Service, Wells H.F. and Buzby J. c . Economic Information Bulletin Number 33, March 2008. – Consuming fructose-sweetened, not glucose-sweetened, beverages increases visceral adiposity and lipids and decreases insulin sensitivity in overweight/obese humans. Stanhope K.L., et al J Clin Invest. 2009 May 1;119(5):1322-1334 – Fructose overconsumption causes dyslipidemia and ectopic lipid deposition in healthy subjects with and without a family history of type 2 diabetes. Le K.A., Ilth M., Kreis R., Faeh D., Bortolotti M., Tran C., Boesch C., and Tappy L. Am J Clin Nutr. 2009 Jun;89(6):1760-5 – Fructose, NAFLD, and metabolic syndrome. Lim J.S., Mietus-Snyder M.L., Valente A., Schwartz J.M., and Lustig R.H. Dept. of Pediatrics and Medicine, University of California, San Francisco 2009

Fonte: Dr. Rondó



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