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6 Maiores Causas de Morte de Crianças no Verão

Férias e verão à vista. O período de muita diversão, tão aguardado pela criançada, também exige cuidados dos responsáveis para evitar acidentes. Fique muito atento para garantir férias mais seguras para as crianças!

Lesões não intencionais como as causadas por afogamento e acidentes de trânsito somam a principal causa de mortes de crianças e adolescentes entre 01 e 14 anos no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o acidente de trânsito é a primeira causa de mortes com crianças no Brasil com um registro de 2.500 mortes por ano. Afogamento é a segunda maior causa com cerca de 1.600 mortes anualmente.

No verão, alguns destes acidentes ocorrem com mais freqüência devido a maior exposição das crianças aos riscos, como idas às praias e piscinas.

1. Afogamento

Segundo dados do Ministério da Saúde, essa é a primeira causa de morte de pequenos entre 1 a 4 anos e a segunda entre 5 e 9 anos. Afogamento, segundo a OMS, é definido como um acontecimento no qual as vias aéreas da criança são submersas em líquido, levando a uma impossibilidade de respirar.

Para uma criança, bastam alguns minutos! Quanto mais tempo submerso na água sem respirar, maior a lesão cerebral, que pode ser irreversível.

Além disso, não são somente piscinas, mar e represas que os pais devem ficar atentos. Banheiras, privadas e baldes podem ser extremamente perigosos para um bebê que começou a andar.

A principal recomendação é para que os pais se mantenham a, no máximo, um braço de distância dos filhos pequenos. A supervisão tem que ser 100% do tempo.

Quem tem piscina em casa deve instalar uma grade em volta, dois ralos para evitar sucção, além de ter um telefone bem próximo, para que seja possível pedir ajuda em emergências.

Os cuidados devem ser redobrados onde não há profissionais para o socorro imediato. É o caso de áreas naturais, como rios, cachoeiras, lagos e represas. A partir dos 10 anos os afogamentos acontecem em águas naturais. A aparência do lugar pode ser de calma, de água tranquila, mas, na prática, pode revelar grandes perigos, como a correnteza e a profundidade, que não são visíveis.

2. Acidentes de trânsito

Uma viagem com crianças deve ser bem planejada: a vistoria do carro em uma oficina de confiança é primordial, em qualquer caso; além disso, deve-se verificar se o menor estará bem protegido durante o deslocamento, considerando que há um equipamento de segurança adequado para cada idade e peso.

Pela fragilidade da sua estrutura física, uma batida forte pode ser mais perigosa para uma criança do que para um adulto.

O trânsito é hoje a principal causa de mortes acidentais de crianças de zero a 14 anos no Brasil.

O atropelamento também é um risco a ser considerado, principalmente na brincadeira de rua. Para o trajeto de carro nas estradas, ou mesmo os passeios na cidade, os responsáveis não devem abrir mão da cadeirinha, única forma segura para o transporte de crianças em veículos.

3. Esquecer a criança trancada dentro do carro (hipertermia)

Se considerarmos uma temperatura externa de 38°C, dentro de um veículo a temperatura pode chegar até 60°C! Isso é o suficiente para causar queimaduras graves, além de parada cardíaca e respiratória e até a morte!

Bebês e crianças estão mais propensas ao risco de hipertermia pois elas naturalmente produzem mais calor, devido ao seu maior metabolismo e superfície corporal, além de menor volume sanguíneo e menor capacidade de perder calor pelo suor e maior risco de desidratação.

Hipertermia em veículos é uma causa de morte completamente evitável entre crianças, a prevenção é o melhor remédio!

A maioria das crianças que morrem devido a insolação são menores de 2 anos e foram esquecidas dentro do carro por seus cuidadores, inclusive pai e mãe. Mesmo pessoas que dizem que jamais fariam isso estão sujeitas a essa situação, por isso, todo cuidado é pouco.

4. Insolação

Os primeiros sintomas da insolação podem passar despercebidos. Os sintomas iniciais são fadiga, dor de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, pele seca, dores e vermelhidão. Se não for controlada a tempo pode resultar em perda de consciência, colapso cardiorespiratório e, em alguns casos, a morte.

Numa situação de insolação a criança aumenta a sua temperatura 3 a 5 vezes mais rápido que o adulto. A partir dos 40°C o funcionamento das células está prejudicado e os órgãos podem entrar em falência.

Os sinais de alerta, além dos primeiros sintomas de insolação são uma pele quente e seca, mas sem transpiração, confusão ou um comportamento inadequado (por exemplo, começar a tirar a roupa, sem se importar onde está), febre de cerca de 40 graus, ritmo cardíaco rápido, com pulso fraco, ataques com convulsões, problemas respiratórios, pois se tem a sensação de falta de ar. Diante desses sintomas, o mais indicado é ligar para uma emergência o mais rápido possivel.

Para evitar a insolação os especialistas de saúde aconselham evitar a exposição ao sol no meio do dia e manter a criança sempre muito hidratada.

5. Desidratação

Com o calor, o risco de desidratação também aumenta. A ingestão de líquidos é, por isso, fundamental, principalmente água. Sumos de fruta naturais são um bom complemento, porque são ricos em vitaminas e minerais, mas não devem funcionar como substitutos da água. Os refrigerantes com gás devem ser evitados.

A desidratação, acontece quando existe grande perda de água e sais minerais no organismo, que contém aproximadamente dois terços de líquido. Para a desidratação não ocorrer e existir equilíbrio constante, é preciso repor a quantidade perdida, ingerindo o mesmo volume de líquidos diariamente. Já os sais minerais são repostos no sal da alimentação normal, nas frutas e verduras.

A desidratação é muito frequente em crianças e, todos os anos, muitas mortes infantis ocorrem devido a esta causa.

A diarreia é uma causa muito comum de desidratação, mas também os vômitos e a insolação podem estar relacionados com a condição. Isso porque as crianças se esquecem de beber líquido suficiente para repor as perdas ou, algumas vezes, os próprios cuidadores (pais, mães, avós, babás) esquecem-se de oferecer líquidos.

Para reconhecer a desidratação, é preciso atentar-se a alguns sintomas como: secura da boca; choro sem lágrima; pele com elasticidade diminuída; olhos fundos e brilhantes; bochechas e abdomen encovados; fontanela (“moleira”) deprimida; aumento da frequência cardíaca e respiratória na ausência de febre; urina diminuída em volume ou muito escura; nos bebês, fraldas não molhadas por três horas ou mais; irritabilidade e/ou apatia; estado de choque.

Algumas vezes, pela gravidade da situação ou pela ausência de tratamento adequado, os pacientes, especialmente as crianças podem ser levadas ao óbito. Mas, apesar de sua gravidade, a desidratação é facilmente tratável, desde que os sintomas sejam reconhecidos rapidamente e os devidos cuidados sejam tomados.

6. Intoxicação alimentar

A intoxicação alimentar é uma reação a um alimento, refeição ou água contaminados por uma bactéria. Nos meses de verão, com as temperatura mais altas, os alimentos tendem a estragar-se com mais facilidade e o risco de intoxicação alimentar aumenta, sobretudo em crianças.

A seleção dos alimentos, a higienização, a preparação e o acondicionamento são fundamentais para prevenir intoxicações alimentares.

As crianças, devido ao ritmo de vida e à frequência com que, nas férias, se alimentam fora de casa, estão mais sujeitas a intoxicações alimentares e os pais devem garantir que as refeições sejam livres de perigo e redobrar os cuidados.

Alimentos que são armazenados no frio, mesmo que transportados em malas térmicas, exigem mais cautela. Ovos, iogurtes, leite, refeições que contenham marisco ou alimentos crus devem ser evitados ou consumidos de imediato.

Para a praia, o ideal é levar alimentos como pão, bolachas, fruta (de preferência ainda com casca), e alimentos secos, que devem ficar sempre protegidos do sol.

Dor abdominal, cólicas, vômitos e diarreia são os sintomas mais comuns de intoxicação alimentar. Em alguns casos de intoxicação alimentar pode também ocorrer febre. Durante os períodos febris, os pais devem oferecer ainda mais líquidos às crianças.

Os casos menos grave de intoxicação alimentar melhoram dentro de um ou dois dias, mantendo uma alimentação saudável, uma dieta ligeira e fracionada, água, para evitar a desidratação, evitando frituras e comidas com gorduras.

Se os sintomas persistirem por mais de 48 horas, ou principalmente no primeiro ano de vida, a criança ficar prostrada, com língua seca ou olhos encovados, deve-se levar ao médico imediatamente.

Compartilhe essas informações que, assim, você estará alertando muitos pais e salvando muitas crianças! Boas férias!




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