5 Sinais Precoces de Autismo para os quais Todos os Pais devem ficar Atentos

Para obter os melhores resultados no tratamento

do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o diagnóstico e intervenção precoces são absolutamente cruciais para melhorar as chances da criança de desenvolver habilidades cognitivas importantes e funcionar em um nível elevado mais tarde na vida.

“Está claro que, quanto mais cedo se começa, melhores são os resultados de longo prazo”, disse o Dr. Paul Wang, diretor de pesquisas médicas da organização Autism Speaks. “É importante intervir com essas crianças o quanto antes.”

Mas a desordem, que quase sempre começa a aparecer quando a criança tem entre 12 e 18 meses, pode se manifestar de muitas maneiras diferentes, dificultando sua identificação pelos pais. Na realidade, segundo Wang, metade dos pais desconhecem os sinais precoces de autismo.

“Os pais podem começar a notar diferenças quando seus filhos têm 6 meses apenas”, disse Wang. “Nem todas as crianças terão diferenças que os pais ou outras pessoas consigam identificar, mas algumas, sim, e pode começar já nessa idade.”

A desordem de desenvolvimento neurológico, que está se tornando um diagnóstico cada vez mais comum entre as crianças, se caracteriza por diferenças em comportamentos sociais, comunicação e percepção.

Os sinais de alerta mais comuns vão desde a demora em aprender a falar até comportamentos sensoriais incomuns.

Alguns sinais comuns revelam a presença de autismo, incluindo a ausência de fala e de contato com os olhos, a sensibilidade à luz e aos sons, e comportamentos repetitivos, como bater os braços.

5 Sinais Precoces

Além desses sinais comuns citados acima, veja abaixo 5 indicativos precoces de autismo dos quais os pais devem ter consciência, segundo especialistas.

1. A criança não reage quando é chamada pelo nome

Um bebê saudável reage quando a pessoa que está cuidando dela chama seu nome; geralmente ele se volta para a pessoa. Dos bebês que receberão o diagnóstico de autismo mais tarde, apenas 20% reagem quando ouvem seu nome ser chamado.

2. Não pede a “atenção conjunta”

A atenção conjunta é um indício precoce de habilidade linguística, porque sugere a capacidade de compartilhar algo com outra pessoa. Um exemplo seria uma criança que vê um avião no céu, olha para o avião, olha para sua mãe e então olha de volta para o avião, como se dissesse “você está vendo o que eu estou vendo?”.

“Você está compartilhando um assunto”, explicou a professora de psiquiatria da UCLA, Dr. Connie Kasari, que está fazendo um ensaio para medir os efeitos da intervenção precoce sobre as crianças com autismo. “As crianças que fazem mais isso aprendem a falar em menos tempo.”

3. Não imita o comportamento de outros

Os bebês com autismo têm menos probabilidade que os bebês normais de refletir os movimentos de outros, por exemplo, sorrindo, dando tchauzinho ou batendo palmas.

4. Não brinca de faz de conta

Por volta dos 2 ou 3 anos de idade a criança geralmente começa a gostar de brincar de faz de conta (por exemplo, brincando de ser a mamãe de uma boneca bebê ou fazendo de conta que uma banana é um telefone). Mas as crianças com autismo têm tendência menor a brincar com objetos dessa maneira.

“As crianças com autismo prestam atenção aos objetos de maneira diferente”, disse Kasari. “À medida que ficam mais velhas, elas podem usar os objetos para as finalidades para os quais os objetos são feitos, mas têm probabilidade menor de brincar de modo imaginativo com os objetos.”

5. Não reage emocionalmente

Os bebês típicos são muito sensíveis às emoções de outras pessoas, mas os bebês com autismo têm menos probabilidade de sorrir em resposta ao sorriso de outra pessoa ou de chorar quando veem outra criança chorando.

O que os pais podem fazer

Wang e Kasari aconselham os pais a ficarem de olho nesses sinais comuns de alerta a partir dos 12 meses de idade de seu filho e a consultar o pediatria se tiverem dúvidas.

“Queremos que os pais saibam que, se desconfiam que seu filho tem um problema de desenvolvimento, existe ajuda profissional que podem procurar”, disse Kasari.

“E há esperança. Esse tipo de intervenção pode realmente fazer uma diferença.”! Compartilhe!

Fonte: Huffpost Brasil




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