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#10# Coisas Que o "Gay" Deve se Lembrar de Perguntar Quando For ao Médico

De acordo com os levantamentos médicos, os gays procuram mais os serviços médicos do que as lésbicas, mas menos do que a população heterossexual. Isso parece estar relacionado com vergonha ou medo de ser discriminado por um profissional. Mas isso não é verdade, os médicos são treinados para responder quaisquer questões.

O ideal é que se tenha um médico de confiança que possa ser acessível todas as vezes que for necessário, e que poderá indicar especialistas quando necessário. Os serviços de apoio para a comunidade gay, os serviços médicos de universidades, os postos de saúde podem ser muito úteis para auxiliar na procura de profissionais acessíveis.

O mais importante é que qualquer pessoa independente da sua orientação sexual tenha acesso às condições adequadas de saúde.

De acordo com a Associação Médica para Gays e Lésbicas (Gay and Lesbians Medical Association-GLMA), toda vez que forem ao médico os gays devem sempre lembrar de fazer as seguintes perguntas:

1- AIDS e HIV.

Como todo mundo sabe, os gays são ainda um grupo com comportamento de risco para se adquirir o HIV em relações sexuais. Claro que isso mudou muito desde o aparecimento da doença. Mas sempre é algo que devemos falar e perguntar para o médico.

Devemos lembrar que as duas coisas mais importantes aqui são: só a camisinha impede a transmissão do vírus, e que hoje em dia os tratamentos para controle do vírus são muito eficazes e gratuitos no Brasil, e que quanto mais cedo uma pessoa souber que é portadora do vírus, melhor vai ser.

2- Uso de drogas

O consumo de drogas entre gays é algo a considerar. Aqui se incluem os “poppers”, maconha, ecstasy e anfetaminas. Todas têm efeitos colaterais sérios e podem levar a dependência, além de ser muito contra-indicadas para quem é portador do HIV. Há relação direta entre o uso de drogas e a infecção por HIV.

3- Depressão/ansiedade

Os índices de depressão e ansiedade são maiores na população gay do que na população em geral. Isto está associado principalmente à dificuldade muitas vezes de se assumir perante a família e a sociedade. Os índices de suicídio entre adolescentes gays é também maior do que em outros adolescentes, pelos mesmos motivos. Por isso se você se sentir deprimido, triste, ansioso, comendo muito, ou muito pouco, tendo problemas com sono, procure um médico ou psicólogo.

Os gays apresentam ainda alguns problemas de depressão e ansiedade relacionados com a dificuldade de se manter relacionamentos estáveis, mas cada vez mais há profissionais da área da saúde que podem auxiliar.

4- Vacinação para Hepatite

Homens que mantém relações sexuais com homens apresentam um risco bem maior de se infectar pelos vírus da hepatite. Esta infecção pode ser fatal, ou levar a condições como a cirrose ou câncer de fígado.

As hepatites A e B já tem vacinas, o que é uma obrigação de todo gay tomar, mas a hepatite C ainda não, e a única forma de se evitar qualquer uma delas é a prática de sexo seguro.

5- Doenças Sexualmente Transmissíveis - DSTs

As DSTs são mais frequentes em homens gays, algumas tem tratamento médico (gonorréia, sífilis, clamídia, sarna, etc.) e outras ainda não (hepatites, AIDS, HPV).

A única forma efetiva de prevenção é a visita regular ao médico e o uso da camisinha.

6- Câncer de próstata, testículo e cólon (reto/ânus)

Devido às práticas sexuais, ao uso de hormônios anabolizantes, e a falta de exames periódicos, os gays podem estar mais sujeitos a contrair estes tipos de câncer do que homens heterossexuais. O meio mais eficaz para se prevenir e identificar precocemente estes cânceres é a visita regular ao médico para realização de exames. Além disso qualquer alteração anal ou sexual e urinária deve ser vista por um médico.

7- Alcoolismo

Muitos estudos médicos têm sido realizados nos últimos anos buscando as causas que levam os gays a apresentarem um maior consumo de bebidas alcoólicas e maiores índices de alcoolismo do que heterossexuais.

Uma taça de vinho tinto por dia está relacionada como um fator de proteção para doenças cardiovasculares, mas parece que a necessidade de aceitação social, o tipo de vida noturna e o uso das bebidas alcoólicas como forma de se desinibir estão entre os principais fatores de risco para o alcoolismo entre gays.

8- Tabagismo

Estudos americanos mostram que homens gays fumam até 50% mais do que heterossexuais.

Os principais problemas relacionados com o tabagismo são: câncer de pulmão, doenças cardíacas, aumento da pressão arterial, impotência, entre outras.

Nos Estados Unidos e na Europa já há várias campanhas para prevenção do tabagismo entre gays.

9- Atividades físicas e dietas

Os problemas com a imagem corporal são uns dos mais frequentes entre homossexuais do sexo masculino.

Este excesso de preocupação com a imagem corporal leva os gays a apresentarem maiores índices de desordens alimentares como a bulimia(comer e vomitar) e anorexia (magreza extrema às custas de dietas muito rigorosas).

As atividades físicas regulares, especialmente as aeróbicas, como corrida e natação, são excelentes fatores de promoção à saúde, mas entre os gays há um consumo muito grande de hormônios esteróides anabolizantes, com intuito de se aumentar a massa muscular, que podem levar a sérios problemas de saúde como cirrose, hepatite, câncer de próstata, fígado e ginecomastia.

Por outro lado, há também um grande número de gays sedentários e obesos, que podem levar ao aparecimento de doenças como diabetes, infartos e hipertensão.

10- Papiloma anal e genital

De todas as doenças sexualmente transmissíveis que os gays podem adquirir, o vírus do papiloma humano, que causa lesões anais e genitais popularmente conhecidas como “crista de galo” ou condiloma, estão entre as mais perigosas.

O papiloma anal e genital está associado a um alto índice de câncer anal e peniano entre os gays. Atualmente se recomenda que todos os gays sejam submetidos ao exame de Papanicolau anal, que é muito útil para se detectar lesões iniciais e facilmente tratáveis. Um exame chamado de peniscopia também é muito útil e fácil de ser realizado. Ambos os exames são indolores. A única forma de se evitar o papiloma é o uso de preservativo, e o índice de contaminação é muito alto.

Por isso é muito importante que antes de qualquer coisa você cuide de sua saúde, e que em hipótese nenhuma deixe de procurar serviços médicos.

Fonte: Grupo Gay



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